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Atualizado em: 11.11.2000
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Antônio Risério
Bio-bibliografia

Poesia

Ensaios e resenhas

  1. Contracorrente, de Fred Barbosa
  2. Um poema é um poema é um poema?
  3. A invenção do Brasil
 
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Antônio Risério
Um Poema é um poema é um poema ?
Saudades de Mario Faustino. Não temos hoje uma crítica textual que se disponha a examinar culturalmente questões culturais. Em vez da densidade histórica, da abrangência contextual ou da espessura ensaística, o que nos servem, na bandeja da imprensa, são flores falsas, brotos de safadeza sibilina, trazidas das coxias em que se disputa o "poder literário" e em que personagens pouco ou nada interessantes se esforçam para exercer minimandarinatos culturalmente irrelevantes.

 
Vejam o que se fala hoje da criação poética no Brasil. É um quadro curioso. Os poetas tipográficos resolveram defender com unhas e dentes a sua baia escritural. Por quê? Porque estão se sentindo ameaçados. E assim desferem pontapés capengas em duas direções. De uma parte, afirmam que letra de música não é poesia —logo, à lata de lixo com Assis Valente, Dorival Caymmi, Humberto Teixeira, Noel Rosa, Caetano Veloso e Chico Buarque, entre muitos outros. 
De outra parte, declaram que a visualidade da escrita, no horizonte da poesia, é algo que só pode ser cultivado e praticado por Augusto de Campos —e que o melhor que eu e Arnaldo Antunes (entre outros mais) temos a fazer é enfiar o computador no saco. O que sobra, então? A poesia tipográfica, é claro.

 
Os argumentos são tolos —e seus representantes, também. De um modo geral, ficamos à mercê de baboseiras que se estendem de achismos quase cândidos a ascherismos sub-haroldianos. É aí que se ouriçam e enristam armas os tolentinos e bonvicinos em promoção.

 
Atacando a lírica da música popular brasileira e decretando a impossibilidade da existência de uma "poesia visual" (monopólio de Augusto de Campos), eles limpara o terreno apenas para, claro, eles mesmos. É compreensível. Durante muito tempo, e apesar das profecias de Walter Benjamin e Viclímir Khlébnikov, o reino da poesia tipográfica, carta marcada da modernidade ocidental, se pensou como único e eterno.

 
Mas vamos por partes. O problema com a poesia da música popular, que parecia superado a partir da década de 70, não merece maiores comentários. Se vamos excluir as "lyrics" do tabuleiro, atiremos fora gregos, provençais e elizabetanos. E qual o problema com a música popular? Como já dizia o supracitado Faustino, a poesia é um pássaro versátil e bem pouco esnobe, capaz de fazer o seu ninho em qualquer canto. E a relação poesia-canto é sublinhada sem exclusivismos, nos mais diversos sistemas culturais. A estética verbal dos índios kuikuro, por exemplo, distingue entre poesia da fala, da fala cantada e do canto. É a música que transfigura o que há de bom e belo na fala comum. Se foi para emitir tolices que Tolentino se educou com governantas e preceptores europeus, teria sido melhor ir ao Xingu.

 
Bobagem, também, pensar que uma determinada forma poética se cristalizou, no interior da "Galáxia de Gutenberg", para durar por todos os tempos. Esse tipo de fantasia canônica não resiste ao mais breve exame histórico. O padrão da poesia "vers libre" impressa (alinhamento pela esquerda, margem direita irregular, letras dispostas linearmente da esquerda para a direita e passagem de uma linha a outra no sentido alto-baixo, o conjunto aparecendo como um bloco tipográfico colado no branco da página) pode ser várias coisas, menos eterno.

 
Deixando de parte padrões extra-europeus, para nos limitar à cultura poética do Ocidente, devemos dizer que, mesmo nesse âmbito, o cânone é obviamente histórico. Não existia em tempos medievais, já não era cultivado por Blake e está longe de reinar sozinho, na esquina entressecular em que nos encontramos.

 
Na verdade, os discursos que querem reduzir a poesia a um dos formatos que ela assumiu, ao longo de sua trajetória histórica, indicam nada mais que a crescente ansiedade de literatos conservadores (sejam tolentinos ou bonvicinos) diante das transmutações formais que atualmente presenciamos. E, em consequência, diante da impossibilidade de sustentar o caráter único ou mesmo a hegemonia do modelo gráfico que esses mesmos literatos elegeram para o fazer poético.

 
Mas o fato é que a arte da palavra é anterior ao espaço gráfico gutemberguiano —e sobreviverá a este. Se a invenção da máquina de escrever marcou a escrita poética a partir das últimas décadas do século 19, como evitar que o computador e seus programas gráfico-visuais não a marquem igualmente, e ainda com mais intensidade, na virada do século 20 para o 21?

 
Só alguém enceguecido pelo afã irracional de defender a sua baia escritural, frente à proliferação de signos e formas de nossa circunstância histórico-cultural, pode pretender que a materialização do poético somente seja viável por meio do "medium" gutemberguiano. O computador, a holografia e o vídeo estão aí, ao nosso dispor. Para quem quiser (e souber) usá-los. É apenas tolo tentar bloquear o acesso de "designers" da linguagem às novas tecnologias de inscrição sígnica. E mais: não só a poesia concreta, quando nasceu, foi acusada de "repetição" (o "caligrama"!), como Augusto de Campos, antes que ser único e inimitável, pertence, como ele mesmo é o primeiro a saber, a uma longa e rica tradição planetária.

 
E, aliás, o que é mesmo que essas pessoas nos apresentam? Nada digno de nota. Bruno Tolentino é um empulhador, aproveitando-se da falta de organicidade da vida cultural brasileira para enfiar azeitonas marketeiras nas empadas que passam à sua frente. Nelson Ascher é um crítico mediano (sub-candido, sub-haroldo) e um versejador de oitava categoria. Os desinformados de sempre comem gato por lebre, claro. Mas há quem saiba distinguir as coisas.

 
Na verdade, Tolentino é um subfilhote do eruditismo alienado, ansioso por se travestir em porta-voz da alta cultura. Com sucesso, já que estamos onde estamos. Mas, no caso, talvez eu esteja alvejando pacas fáceis, já que Bonvicino é um oportunista patológico, e Tolentino traz a mente e o coração infectados. Seja como for, se a dieta vai de Bonvicino a Tolentino, estamos, no mínimo, pessimamente servidos.

 
Ora, que Tolentino e Bonvicino (com seu escudeiro Nelson Ascher) explorem a escrita tradicional.

 
E o façam da melhor maneira possível. Mas não queiram nos proibir de cantar, ou de navegar nas águas luminosas da escrita multimídia. A quirografia, a tipografia e a infografia são tecnologias ou tecnologizações da palavra. E, assim como o canto não cessou diante da barra do tipógrafo, também não vai se furtar a introduzir perturbações nas redes hipertextuais que agora se desenham e se ramificam por todo o planeta. A poesia não nasceu em função do suporte de celulose, mas como palavra-evento —ou, Homero na ponta da língua, palavra alada.

 

 



Antonio Risério é poeta e antropólogo, autor de, entre outros, "Textos e Tribos" (Imago, 1993), "Avant-Garde na Bahia" (Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, 1995) e "Fetiche" (Fundação Casa de Jorge Amado, 1996). 

 (in Caderno Mais!, Folha de São Paulo, 28.04.96)

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Antônio Risério
Invenção do Brasil
Um aspecto da obra de Gregório, relacionado com a aldeia curotupinambá que se reuniu na Bahia quinhentista em torno das figuras hoje lendárias de Caramuru e Paraguaçu, tem-me voltado à mente, puxado pela proximidade do aniversário em que vamos completar meio milênio do encontro entre portugueses e índios, nos arredores de Porto Seguro.

 
É claro que, no ano 2000, assistiremos a uma espécie de repeteco do que aconteceu anos atrás, com a passagem do 5º Centenário da arribada de Colombo. Num extremo, os radicais que vão celebrar o grande feito lusitano, a "descoberta" etc. No outro, os radicais, que vão discursar em nome dos índios, quem sabe exigindo a devolução do litoral carioca aos tupinambás. Nos dois extremos _a mistificação. E a crítica gregoriana me ocorre no momento em que, na soleira do ano 2000, concentro-me nas primeiras luzes do processo histórico-cultural brasileiro.

 
Simples. No século 17, quando a consolidação da empresa colonizadora lusitana deixara já para trás o período de colonização assistemática e extra-estatal promovida pelos diversos "caramurus" do Brasil, a elite dirigente quis definir a sua fisionomia de nobreza tropical. Para isso, maquiou-se branca e européia. Gregório foi em cima, recorrendo ao signo "caramuru" (que usa pejorativamente) para apontar o enraizamento daquela gente na aldeia mestiça, espaço de hibridizações genéticas e simbólicas entre ameríndios e desgarrados de além-mar.

 
Gregório aviva a ascendência ameríndia que aquela fidalguia pretendia abolir ou, ao menos, sublimar. Mas não só. Ao dado genético, acrescenta um traço fundamental do mundo indígena.

 
Além do sangue "impuro", a nobreza traz a alma maculada, manchada por um pecado pavoroso, do ponto de vista europeu: é filha, em linha direta, de canibais. "Que é fidalgo nos ossos, cremos nós,/ Que nisso consistia o mor brasão/ Daqueles que comiam seus avós". E a sua visão da figura matriz desse "fidalgo caramuru" é politicamente esplêndida: "Um calção de pindoba a meia porra,/ camisa de urucu, mantéu de arara,/ em lugar de cotó, arco e taquara,/ penacho de guarás em vez de gorra". Este é o "Adão de Marapé" (região onde começavam as terras de Mem de Sá, por sinal), do qual, segundo o poeta, "procedem os fidalgos dessa terra".

 
Como se vê, Gregório usa o vocabulário tupi e a referência ao Caramuru para _trazendo à cena o processo de miscigenação, iniciado desde o momento em que o primeiro europeu pisou aquela que seria a futura Terra do Brasil_ ridicularizar pretensões da nobreza baiana. O que o poeta desanca (de uma perspectiva racista e etnocentrista), num texto linguisticamente miscigenado, é a mistura racial e o fato de a genealogia da aristocracia local recuar em direção a um povo não-cristão _aqui retratando numa moldura de irracionalidade, fereza, feiúra, irreligiosidade e canibalismo. Sim, o Boca do Inferno dispara contra todos, numa época em que netos de Diogo Caramuru ocupavam "posições-de-relevo" na sociedade colonial. Mas o que é mesmo que isso tem a ver com os "500 Anos"?

 
Tudo. O que chamo "período caramuru" da história do Brasil vai voltar à baila, na esquina entressecular que nos espera. Numa conjuntura curiosa, aliás. Até recentemente, os estudiosos do processo brasileiro afirmavam que a colonização do Brasil só começou, de fato, com a vinda da armada de Martim Afonso de Souza, estabelecendo em São Vicente as bases daquela "vida conversável" de que fala o diário perolopino. Ali teria iniciado a história do Brasil. Veio então a guinada brusca. A afirmação categórica de que a nossa história começa com os índios, tendo seu ponto de partida, presumo, em remotas migrações paleoasiáticas. São dois equívocos.

 
O que começa _com Martim, as capitanias, Thomé de Souza_ é a colonização estatal do Brasil. O avanço do Estado lusitano nos trópicos. Mas, antes disso, tivemos a colonização marginal, não-oficial, de caramurus, como Diogo Álvares e João Ramalho. De outro lado, a história ameríndia _assim como as histórias portuguesa e africana_ faz parte de nossa pré-história. É lá, em nossa pré-história, que ficam antigas movimentações indígenas, lutas de Viriato ou do Mestre de Avis. O processo brasileiro propriamente dito é outra coisa. Tem início na encruzilhada em que se mesclam e se atritam vertentes histórico-culturais dessemelhantes. No encontro entre a onda extra-estatal dos caramurus e as sociedades não-estatais de nossos antepassados indígenas. É aí que principia a nossa trama biossemiótica.

 
É claro que emprego a expressão "caramuru" de modo amplo _e sem preconceitos. "Caramuru" é, por assim dizer, toda coisa, signo ou pessoa que se imiscuiu na antemanhã da vida brasílica, por conta de uma vicissitude qualquer, mas sempre fora da órbita das determinações do Estado. Daí que, como disse, a faceta caramurua da obra gregoriana tenha chamado de novo a minha atenção.

 
Relendo-a, em função dos 500 anos, podemos constatar resumidamente que: Gregório nos previne e nos prepara contra mistificações de elite; nos previne e nos prepara, igualmente, contra idealizações do índio; e, ainda mais, pela sua própria unilateralidade e por seus preconceitos, pelo caráter tantas vezes caricatural e agressivo de seus textos, nos previne e nos prepara, também, contra ele mesmo.

 
Os "500 Anos" convidam _incitam_ a uma releitura do Brasil. E aqui, entre outras coisas, iremos recorrer a nossa madrugada histórica, sociocultural. Eclipsado tanto pelos defensores da tese de que a vida brasileira começa com o desembarque do capitão Martim quanto pelos defensores de que o lance se inicia no estreito de Bering, o "período caramuru" deve vir à luz. A visada gregoriana é um índice poético de sua natureza fundante. E o que penso é que, antes que celebrar ou atacar a "descoberta", teremos que repensar a invenção do Brasil.



 
Antonio Risério é poeta e ensaísta, autor, entre outros, de "Oriki Orixá" (Perspectiva).
(in Folha de São Paulo)
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Antônio Risério
Posfácio de
CONTRACORRENTE
Por Antonio Risério
 

ALGUMAS PALAVRAS PARA FRED

        Frederico (Fred) Barbosa fica num extremo luminoso, quase solitário. Numa ponta distante, muito distante, daquela em que ancorou, em barco de mínimo alcance, quem achava que, para ser poeta, o sujeito era obrigado a não saber o que era um poema. Ignorância que, se assumida por um músico, logo revelaria o absurdo dessa postura provinciana; para tocar violino, melhor virar as costas a qualquer instrumento de cordas... O problema é que isso aconteceu – e foi celebrado. Sob o baixo patrocínio de alguns professores universitários residentes no Rio de Janeiro, um grupo de garotos cariocas chegou a acreditar nesse impasse sem nenhuma mágica. Para ser poeta, era preciso ser analfabeto. Semi-letrado. E virar as costas à poesia. Reivindicando para si mesmos, o que é mais grave, o aval astral de Oswald de Andrade, libero pensatore que jamais confundiu a devoração antropofágica com os himens complacentes da “geléia”, reclamando antes, para a nova poesia brasileira, não a ignorância técnica, mas um acabamento de carroserie. A língua “natural e neológica”, sim, mas não o desconhecimento da língua – e da linguagem.

        De outra parte, Fred continua num extremo luminoso – e quase solitário. E aqui podemos recitar Oswald: contra o gabinetismo, a prática culta da vida. Porque Fred é um poeta culto. Mas se acha, também, muito distante daqueles que, aprendendo a rimar e a metrificar, aprenderam apenas isso. Fred não tem nada a ver com os sorbonícolas (ou subsorbonícolas), de que falava o velho Rabelais. Com essa gente que aprendeu a fazer tudo certinho, tudo muito certo, certo às vezes até demais, mas que nunca aprendeu a acertar no – ou a iluminar um – alvo. Porque é uma gente que imagina que o alvo não está no escuro da criação, e sim em “watts” reguláveis de cadernos escolares, de bancos curriculares viciados e de ares que já não são ares, mas ventos corrompidos. É fácil reconhecê-los: imitando Haroldo de Campos, redigem parágrafos e mais parágrafos para tentar sobrepor uma maquiagem eruditizante aos versinhos que perpetraram, na tentativa de traduzir ninguém.

        Fred se acha igualmente distante dos que, conjugando verbos muito particulares, não fazem outra coisa senão lutar, suarentamente, por um suposto poder literário. Estamos cheios disso. Desses oportunistas patológicos. Mas Fred não é uma invenção dos redatores-mirins de nossos “cadernos” supostamente culturais. Não se acolchoa em gabinetes com fins de autopromoção. Não paparica colunistas e quejandos. Não é o amiguinho – colega de escola! – do dono do jornal. Não faz gênero. Em suma: é um poeta, mas não, nunca, um empresário de si mesmo. E assim – em meio ao ingênuo “milk-shake” dos “marginais”, à gralheada boçal dos bonvicreeleys e às leis buenoacherianas dos sorbonícolas – ele vai dando o seu recado. Despachando as suas pedras. E pedradas. E é por isso mesmo que, num ambiente infestado por truquistas autopromocionais que não agradam, não alegram e nem agridem, Fred aparece como uma diferença mais do que saudável.

        Por uma razão muito simples: Fred sabe escrever. Sabe compor. E, para lembrar uma teoria do velho e venerável García Lorca, além de se dar conta do que é um poema, Fred “tem duende”. Tem o diabo no meio do redemoinho das suas palavras pesadas – e pensadas. Não tem medo de assumir a herança de João Cabral e de Augusto de Campos, esses mestres da negação e da falta, da carência e da ausência, dos contatos imediatos com uma entidade a que chamaram “ex-ser”, em planos de galáxias e de fonemas. Na verdade, Fred parece não ter medo de nada. Nem de si mesmo – ou do seu próprio silêncio. E é isso o que lhe confere uma grandeza especial. Num país que transformou o haicai (a concisão nipônica) em veículo da tagarelice, Fred é uma violência necessária. É a contundência que tem o dom de nos remeter à significância do que se chama poesia.

        É claro que me sinto longe do seu pessimismo. Um novo milênio – uma “nova era” – não é apenas uma nova topada. O Brasil é, para mim, signo de um renascimento, perspectiva de um projeto civilizatório. Mas vou encontrar Fred num signo muito antigo, chiamato amore. O encontro amoroso retira o poeta do meio dos vates, dos embates e dos combates da cidade. Dá-lhe meios de nos transfigurar a todos. E me impressiona o modo verbal e existencial dessa alquimia. Amadas, vinde: voltei. Só que desejaria um impossível. Que Fred dissesse: brasis, vinde – vou inventá-los. Talvez esteja querendo demais. O poeta não é um ideólogo. Mas deixe, Fred, que eu lhe perturbe, deixando aflorar esse desejo. Eu queria que as tuas belas pedras – a sua linguagem de porradas secas e de porretadas paradoxalmente sutis – voassem, mais do que voam, para um futuro chamado Brasil. De qualquer modo, tiro – e retiro – o chapéu para o que você já fez.
Antonio Risério
 

Email de Fred Barbosa
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