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Novidades da semana
Página atualizada em 22.08.1999
 
José Valdevino
 
      No banho 
       

      Dorme a lagoa à calma vespertina. 
      Volitam jaçanãs em revoadas. 
      Tecem paus-darco, em torno, uma cortina 
      No manto verde-escuro das ramadas. 
       

      Alguém, dali, em rápidas passadas. 
      Logo se achega. E, níágua cristalina, 
      Calma, se banha. Em voltas caprichadas, 
      Percorre o lago e o colo branco inclina. 
       

      Porém, de súbito, um rumor a espanta 
      E alvo corpo, a tremer, sai da lagoa. 
      Quanta beleza na esbeltude, quanta! 
       

      Mas quem seria? Que primor estranho! 
      Nada, curioso, uma coisa à toa: 
      Era uma garça que tomava banho...




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