Sinfonia No.5 de Bethoven  
       
      Nertan Macedo 
       
         É o destino que bate à porta...

Quatro gritos lancinantes de horror... A tempestade
Ruge como os demônios no Inferno.
Desaba o medo e atormenta saber que o amor não redime e a vida se es-vai.
Quatro gritos lancinantes de horror... Que ouvidos escutaram?
As pálpebras descidas e a expressão monstruosa da face-máscara, para-da.
Rumores tocam a terra - coração bárbaro do músico insone...
Ó dor purificadora do sofrimento sem limite,
Ó mensagens que a Deus apavoram e aos homens paralisam!
Quatro gritos de ódio nascidos, quando o dilúvio arrastou a desgraça dos tempos,
Gerados do sangue e da mão milagrosa do espírito-sôpro, vagueante,
Da soma alucinada das torrentes - assombração dos demônios.

(Não há lugar para anjos)

Amanhã,
Os rebanhos serão mansos, flores crescerão nos campos da Europa,
Cantarão os moinhos de vento e a voz das primaveras será a voz das ma-tinas.
E os pássaros saudarão a alegria do mundo.

       
       
     
       
 Remetente: Isolda Pedrosa

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