Alberto da Costa e Silva

A Ricardo Reis, no Mar da Galiléia
        
            
Só dizem os deuses o que logo esquecem,
mas o jogo do céu é amplo e reto, 
e cada lance é um coração aberto:

nele não dorme o que se fez desperto,
o eterno é agora e em si mesmo morre,
nunca houve rumo e todo sempre é incerto.

            Não creio, e rezo.

 

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Página editada por  Alisson de Castro,  Jornal de Poesia,  26  de  Agosto  de  1998