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Belchior Joaquim da Silva Neto


 

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Poesia:


Fortuna crítica:


Alguma notícia do autor:

 

 

 

Franz Xaver Winterhalter. Portrait of Mme. Rimsky-Korsakova. 1864.

 

Mary Wollstonecraft, by John Opie, 1797

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Titian, Three Ages

 

 

 

 

 

Belchior Joaquim da Silva Neto


 

Sobre a poesia de Soares Feitosa

 

Diocese de Luz, MG, 14.12.97
 

Meu caro Soares Feitosa

Parabéns pelo seu magnífico poema: “Réquiem em Sol da Tarde”. Parabéns ao Brasil pela nova literatura que desponta, sedutora e violenta, com força “heróica, telúrica e lírica” como um réquiem sobre a literatura quadrada e formalista do passado.

Escreveu o bispo de Afogados da Ingazeira que seu livro “é poesia de criar escola”; eu vou mais longe, meu amigo, como velho professor de literatura (oito anos em Diamantina, MG; seis no Ceará, e aqui em Luz, MG., por mais de trinta) posso dizer-lhe: Meu caro Soares Feitosa, seu livro Réquiem em Sol da Tarde vem abrir a cortina de uma nova Literatura.

Se Fernando Pessoa despertou, em Portugal, a loucura camoniana de um novo espírito literário; se aqui no Brasil, no campo da prosa literária, surgiu um Guimarães Rosa revolucionando a nossa literatura, você, meu amigo, destemperou de vez o formalismo literário do passado e abriu caminhos novos na inspiração explosiva de poemas fortes, como Siarah, em 14 cantos, que mexem com a alma do leitor; com Psi, a Penúltima, a espadanar cultura e sensibilidade nos seus 9 cantos; e no Compadre Primo com seus 9 cantos também, a exalar cheiro de mato, o gostoso cheiro do sertão, com suas rezas e paçoquinha.

É o que nos abre caminho para, ao “Balançando Devagarinho” da rede da infância, saborear os “Cajus de Setembro” ou o gostoso “Resíduo de Sal”; prosseguir, nos deleitando com tantas preciosidades poéticas como “Padre Mestre”, “Lua de Março”, “Rosas Vermelhas”, “Lágrima Súbita”, “Menino do Balde” e, saborear também a formidável fortuna crítica, “Hombre, uma escandelice”, padre reitor !

Meu caro Feitosa, a gente começa a ler e não acha a hora de parar! É ler e anotar sempre: “do alto deste barranco, mil Secas vos contemplam...”, ou “talvez seja melhor a certeza da dúvida interrogada”, “mãe, sou eu amor!”.

Quanta beleza, meu amigo, parabéns!
 

 

 

 

 

 

 

05.07.2005