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Aroldo Ferreira Leão 

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Winterhalter Franz Xavier, Alemanha, Florinda

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Poesia:


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Ana Cristina Souto

 

Micheliny Verunschk

 

 

 

 

 

 

 

Jean Léon Gérôme (French, 1824-1904) - Phryne before the Areopagus

 

 

 

 

 

Aroldo Ferreira Leão



Bio-bibliografia


Aroldo Ferreira Leão, poeta, nasceu em Parnamirim/RN a 12 de outubro de 1967. Possui 44 livros publicados: 39 de poesias, 2 de teatro e 3 de literatura infantil. Tem participação em 16 antologias, dentre as quais destaca as da 17ª Bienal Internacional do Livro em São Paulo, em poesia e em prosa, no ano de 2002. É formado em Engenharia Elétrica pela UFRN. Tem Pós-Graduação em Língua Portuguesa pela UFRJ. Possui uma home-page: www.aroldoferreiraleao.com.br com um vasto material a seu respeito como biografia completa, bibliografia atualizada, livros, CD, fortuna crítica e muitas outras coisas.

 

Obras do autor:


I.1. Poesia

1) A Trilogia da Dor, Edição do Autor
Gráfica Mandacaru, Petrolina/PE, 1995;

2) Carta a Tio João Cordeiro, Edição do Autor
Gráfica Franciscana, Petrolina/PE, 1996;

3) Alfabetizando a Alma, Edição do Autor
Gráfica Tribuna do Sertão, Petrolina/PE, 1997;

4) Presságios, Edição do Autor
Gráfica Tribuna do Sertão, Petrolina/PE, 1997;

5) Sisuda Acidez, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N. Editoria, Piracicaba/SP, 1998;

6) A Janela do Sótão, Editora Mandacaru
Gráfica Mandacaru, Petrolina/PE,1998;

7) Harmonia Dissonante, Editora Mandacaru
Gráfica Mandacaru, Petrolina/PE,1999;

8) Impactos Azuis, Editora Gazzeta
Gráfica Mandacaru, Petrolina/PE,1999;

9) O Espelho dos Labirintos, Editora Gazzeta
Gráfica Mandacaru, Petrolina/PE,1999;

10) A Alquimia do Impreciso, Editora Mandacaru
Gráfica Mandacaru, Petrolina/PE,2000;

11) O Silêncio do Nada, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2001;

12) O Vício de Ser Quem Se É, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2001;

13) O Tato das Mãos do Tempo, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2001;

14) Impasses da Razão, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2001;

15) Verdades que Encantam, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2001;

16) Um Sonho Desajustado, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2001;

17) Foi Cancão Quem Me Disse, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2001;

18) O Hálito de Cristo, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2001;

19) Solidão Heptassilábica, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2001;

20) Vontades Perdidas, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2001;

21) A Manhã Vã do Amanhã, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2001;

22) O Pum de Algum de Anum, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2001;

23) A Pata da Barata Insensata, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2001;

24) O Vício do Ócio Arredio, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2001;

25) A Lógica da Ótica Módica, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2001;

26) O Rastro do Enigma, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2001;

27) O Movimento dos Elos, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2001;

28) A Mágica do Sonho, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2001;

29) Sinuosidades Viscerais, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2001;

30) Vazios Cheios de Mim, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2001;

31) Seu Pedro, Meu Amigo, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2002;

32) Coisas da Alma, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2002;

33) Sonhos e Sons, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2002;

34) Passarinho É Poesia, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2002;

35) Elo no Mar, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2002;

36) Sensações, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2002;

37) Amor, Dor e Sonho, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2002;

38) O Laço do Que Não Sei, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2002;

39) O Elo Drummondiano dos Sentidos, Clube dos Esc. Pir.
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2002.

I.2. Teatro

1) Monólogo das Sombras, Editora Mandacaru
Gráfica Mandacaru, Petrolina/PE, 2000;

2) O Eco das Distâncias, Editora Mandacaru
Gráfica Mandacaru, Petrolina/PE, 2000;

I.3. Infantil

1) Como Nasce o Amor,
Clube dos Escritores Piracicaba,
C.N. Editoria, Piracicaba/SP, 2001.

2) Isabela, A Princesa de Esperteza Acesa,
Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2002;

3) O Sopapo no Papo do Sapo, Clube dos Escritores Piracicaba
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2002.

II. Antologias

1) Novos Poetas no Rio Grande do Norte,
Fundação José Augusto
Gráfica Manimbu, Natal/RN, 1990;

2) Um Dia A Poesia, Ayres Marques
Gráfica Santa Maria, Natal/RN, 1996;

3) Poética Ribeirinha,
Antologia Literária de Petrolina - 1995,
Elisabet Gonçalves Moreira
Universidade de Pernambuco, Recife/PE, 1998;

4) Opúsculo do Conselho do Clube dos Escritores Piracicaba,
C.N. Editoria, Piracicaba/SP, 1998;

5) I Antologia Nau Literária,
Editora Komedi, Campinas/SP, 1999;

6) Dicionário Biobliográfico de Escritores
Brasileiros Contemporâneos, Adrião Neto
Edições Geração 70, Teresina/PI,1999;

7) Escritores Brasileiros Contemporâneos
em Prosa e Verso, Adrião Neto
Edições Geração 70, Teresina/PI,1999;

8) 9º Volume do Painel Brasileiro de Novos Talentos,
Câmara Brasileira de Jovens Escritores
Rio de Janeiro/RJ, 2000;

9) Poetas em Rebuliço - Perfil Contemporâneo
da Criação Poética no Eixo Petrolina/Juazeiro,
União Brasileira de Escritores, Núcleo Petrolina,
Petrolina/PE, 2001;

10) 2º Caderno de Poesias do Clube dos Esc. Piracicaba,
C.N.Editoria, Piracicaba/SP, 2001;

11) Poesias Brasileiras,
Casa do Livro Editora, São José do Rio Preto, 2001.

12) Antologia de Poesias da 17ª Bienal Internacional de São Paulo,
Editora Scortecci, São Paulo/SP, 2002;

13) Antologia de Contos e Crônicas da 17ª Bienal Internacional de São Paulo,
Editora Scortecci, São Paulo/SP, 2002;

14) A Leveza do Medo, Coletânea Sintetizada com Textos do Poeta Aroldo Ferreira Leão
Câmara Brasileira de Jovens Escritores, Rio de Janeiro/RJ, 2002;

15) Ensaios no Centenário de Drummond,
Fundação Cultural de Petrolina, Petrolina/PE, 2002;

16) Prosadores em Rebuliço - Um Mergulho Poético
na Sutileza da Velho Chico,
União Brasileira de Escritores, Núcleo Petrolina,
Petrolina/PE, 2003.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aroldo Ferreira Leão



POEMA DO SONHO (A Trilogia da Dor)


Soube que o mundo
Levou
Seus muitos sonhos,
Chorou.

Cheio de dor
Notou
Que todo o mar
Secou.

Ainda, lúcido,
Tentou
Vibrar. Que pena!
Voou

E leviano
Cantou
A música ímpar
De um show

Qualquer. Só sempre
Zombou
De si e da vida.
Doou

Tudo a ninguém.
Amou
Demais, apenas
Sonhou.
 

 

 

 

Frederic Leighton (British, 1830-1896), Antigona

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Ana Peluso

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aroldo Ferreira Leão



Nunca (A Trilogia da Dor)


Nunca se entendeu.
Chorava demais
Preso à hipocrisia
De si mesmo. Seu
Espírito era

Amplo como o vôo
De uma pétala, em
Círculos, no espaço.
A dor elevou-o.
Construiu na sua

Própria solidão
O reino dos fracos
E indecisos. Foi
Uma sombra dos
Medos que o marcaram

O tempo todo. Ele
Sabia que a vida
Por mais que ferisse
Sempre lhe mostrava
Meios de escapar

Da dor e viver
Mais intensamente
O seu dia-a-dia.
Foi um homem fútil,
Passou como os ventos.
 

 

 

 

Helena Armond

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Regina de Souza Vieira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aroldo Ferreira Leão



Sou (Alfabetizando a Alma)


        Sou ESquisito,
              EStranho,
              EStrambótico. Em mim
            mESmo atuam a
              lESma e a águia. À
              ESmo, vagueio procurando os
              gEStos que se dissolveram nas
              bEStialidades
contundentES
         destES
     presentES
      distantES dos passados não
      ausentES.

 

 

 

 

Rafael, Escola de Atenas, detalhes

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Teresa Schiappa

 

 

 

 

 

 

 

Delaroche, Hemiciclo da Escola de Belas Artes

 

 

 

 

 

Aroldo Ferreira Leão



Longos (Alfabetizando a Alma)


   São longOS
              OS
     caminhOS.
  navegamOS
            nOS mares
     maldosOS da realidade humana.
         somOS
  passageirOS
   deslocadOS no tempo através
             dOS
  movimentOS
    complexOS de
          todOS os
     indivíduOS que compõem este planeta.
   procuramOS em vão
           pelOS
        sorrisOS que transformaram
         nossOS
       destinOS em
     desatinOS constantes.
 

 

 

 

Neide Archanjo

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Giselda Medeiros

 

 

 

 

 

 

 

Theodore Chasseriau, França, 1853, The Tepidarium

 

 

 

 

 

Aroldo Ferreira Leão



A viagem (Presságios)


A viagem do poema:
O caminho sem retorno,
A luz que brilha
Nos abismos,
A cor das memórias
Sem destino,
A força dos quasímodos e embusteiros.

 

 

 

 

Aila Magalhães

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Allan R. Banks (USA) - Hanna

 

 

 

 

 

 

Aroldo Ferreira Leão

 

 


OS DARDOS ALADOS,

OS FARDOS PESADOS

DE GERARDO

 

“Caçavam a aventura e não caçavam nada e caçavam tudo

o sertão do mar” [GERARDO MELLO MOURÃO]

 

Os poetas, encantados e burilados pelo tempo, enfrentam as fatalidades e as perversidades da vida, cheios de enleios e gorjeios, veios onde os meios e os fins, afins, se encontram, se remontam, continuamente. Têm o espírito aflito, afeito ao efeito das controvérsias. Peripécias, medos, segredos ancestrais, os tornam movidos porGerardo Mello Mourão destemidos silêncios desiguais, fundos demais para qualquer ser pensante penetrar, escutar os ecos desses marrecos que cantam sem nunca terem chegado ao seu destino, sem tino, meninos correndo na imensidão de si próprios, presos a ranhuras e ternuras doídas, indefesos, coesos, faróis acesos como sóis soltos nos bemóis das músicas lúdicas, lúcidas, tidas como verdadeiras, inteiras, alvissareiras. Compreender seu mister e itinerância no universo, faz seu verso cada vez mais sutil, dócil criança que avança em si todos os dias, vencendo lodos e engodos, transpondo fossos e sobrossos, almas espalhadas nas estradas da eternidade, filhos dos trilhos que nos conduzem para a imensidão de tudo. Contudo, são frágeis, instáveis, ilhas dentro de outras ilhas, rios repletos de calafrios e soslaios.  Vêm dos mares e dos ares dos pesares seculares, singulares onde quer que estejam, pilares da delicadeza, ímpares seres sem lares no planeta, ascetas e profetas, compridos e divididos, estabelecidos nos labirintos, prisioneiros de seus próprios fantasmas, timoneiros levando seus barcos para os charcos e os arcos do infinito, benditos e malditos, filtros decodificando a desumanidade da humanidade, a insanidade e leviandade de todos, de diversos modos. Vivem imersos em conceitos intensos e leitos densos, abertos a desertos e incertos apertos na alma. Sobrevivem, emersos do caos, em suas naus e vaus, paus trançados com a beleza das incertezas e a surpresa das destrezas raras, araras cantando nas matas não avaras.

Em Gerardo, aguardo, sem alardes nem contrariedades, na sua morte de nortes fortes, a reconstrução de seus cortes e portes, um passo gigantesco, Dantesco, na direção de si, noutros mundos mais fundos, constatação expansiva da poesia que é a história de nossa vazia anomalia espiritual, mal que nos une aos lumes e estrumes das horas. Novas floras o terão, o tornarão melhor, senhor de si mesmo, mentor dos anjos e dos banjos, detentor da paz dos cais jamais alcançados. Gerardo Mello Mourão, alado estás, elevado és. Os homens, vis, sabem disso, mas nisso não se miram. São pós desalmados, pus infiltrado na comunhão sagrada dos instintos gentis. Velho, varão, verão vasto nas primaveras das eras, virão os dias em que te reconhecerão maior, porão em teu sorriso o viso preciso de teus poemas e temas, a construção de tuas luas e loas, nuas vazões e visões te tornando um elemento brando, acolhendo a essência de toda abrangência. Nas feiras em Ipueiras, teu espírito passeia, tateia, agora, na luz que revigora o silêncio dos mortos que já se foram e dos que ainda hão de ir. A tua Invenção do Mar é a reinvenção das luminosidades e das perplexidades em nós. Após algum tempo perceberão que [cem mil marinheiros pereceram/ nas profundas do mar nas entranhas dos peixes/ por uma rima] e, então, visto que [As velas pediam ventos/ as violas pediam rimas]  tu estarás tranqüilo, como Ésquilo e Dionísio, com um siso penetrante, atuante, desconcertante, possante mistério nos conduzindo, nos reproduzindo nas contingências e nas circunstâncias, nas reentrâncias do que é puro. Futuro, antes de tudo, promissor, inundado de amor e poesia.

                                                       Petrolina, 17/03/2007


Direto para a page de Gerardo

 

 

Yêda Schmaltz

 

Augusto dos Anjos

 

 

 

 

 

 

 

 

28.03.2007