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Juarez Leitão 

Delaroche, Hemiciclo da Escola de Belas Artes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Fortuna crítica: 


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  • Bio - bibliografia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um esboço de Da Vinci

 

Um cronômetro para piscinas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Poussin, Rinaldo e Armida

 

 

 

 

 

Juarez Leitão


 

Promessas


A manhã
em verdes ventos de palmas
balança.
Devagar
meu olhar se molha
de morna cobiça.

Mergulhas.
Vasculhas as águas
impresumível.
Corcoveias sibilina e fugaz,
o quadril opalino
brilha num vôo trêmulo
e submerge.

De longe
te como, Castanha,
te mastigo:
minha casa de palha está em chamas.

O dragão tatuado não sabe
de sua missão
nem o azul da piscina
conhece matizes.

O azul e o dragão são adereços
cada qual com seu preço e tarefa.

Bebo.
O limo do desdém não me governa:
estou construindo promessas.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Michelangelo, 1475-1564, Teto da Capela Sistina, detalhe

 

 

 

 

 

Juarez Leitão


 

Namoro


Varanda da intemperança
fio da navalha
tempo de pura ousadia.
No riso de astuta pantera
a paixão nos espera
e a vida vale um dia.

Quem faz o edifício
quem me dá o sinal
que me tempera?
 

 

 

 

A menina afegã, de Steve McCurry

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José Carlos A. Brito

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Franz Xaver Winterhalter. Portrait of Mme. Rimsky-Korsakova, detail

 

 

 

 

 

Juarez Leitão


 

O Legado


Que não se percam nunca
os dias construídos
na fina argamassa
de luz e cor.
Nem se lamentem as águas
que lavaram espantos
Nem as agudas noites de sabor.
Tudo correu bonito
Em movimentos vivos
de audaz transparência.
A cidade nos deu presentes
De sangue e canto
De todo encanto.
E lançamos aos ventos
gritos
sofreguidão
ardências.
Um pedaço de ti
Guardei aqui
para tatear na noite obscura
e sentir esse jeito
essa voz
essa virtude altiva
Paixão viva
de eterno direito
de amor e de nós.
 

 

 

 

Culpa

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Leontino Filho

 

 

 

30.01.2006