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Um esboço de Leonardo da Vinci, página do editor

 

 

Jorge Elias Neto

Poesia:


Ensaio, crítica, resenha & comentário: 


Fortuna: 


Alguma notícia do autor:

Nascido em Vitória, ano de 1964. Médico e pesquisador.

 

   
 
Culpa

 

Augusto dos Anjos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Riviere Briton, 1840-1920, UK, Una e o leão

 

 

 

 

 

 

Jô Drummond

 

 


Tive o privilégio de ler um ótimo livro ainda inédito, Verdes versos, de Jorge Elias, e tenho honra de ser a primeira a dar um depoimento sobre ele, neste blog.

A prazerosa leitura proporcionou-me momentos de pura estesia. Mergulhei nas “frações infinitas” de seus versos, alinhavados uns aos outros em “complexas teias transparentes / dentro do vazio de cada um”.

O léxico e a temática de grande parte dos poemas são voltados para questões de ordem ontológica e para a espera “do ponto em que arrebentará a corda que o sustenta sobre o abismo”.
A temática da morte, “o eterno grilhão atado aos pés dos homens”, surge reiteradas vezes em questionamentos existenciais: “em que pernas poderemos apoiar esta existência sem sentido?”
Seus versos brancos (sem rimas) e livres (sem métrica), característicos dos tempos modernos, se prendem, às vezes, à metalinguagem, tão presente na produção poética de hoje em dia.

Notam-se em seus poemas, a preocupação do fazer literário, do burilamento da palavra, e sobretudo a intertextualidade, advinda da leituras de grandes poetas.

Sabe-se que toda obra nada mais é do que o resultado de inúmeros textos assimilados pelo autor, ao longo de sua vida. Mesmo que ele evite cópias, paráfrases, paródias, alusões, citações, pastiches, etc, sua obra estará sempre impregnada de conhecimentos adquiridos por meio de textos anteriores. A intextertualidade acontece, muitas vezes, independentemente dos propósitos do autor, que já traz em sua bagagem cultural, elementos oriundos de textos absorvidos e metamorfoseados por várias gerações. Percebi, na leitura dos poemas, a grande carga de leituras precedentes à concepção dessa obra.

“As palavras estão sempre lá / Com seus olhos atentos / A me observar do silêncio”.

Além da paixão pela palavra, partilho com o poeta a paixão “pelos mil tons de Minas”. “Em cada montanha de Minas descortina-se minha memória perdida em devaneios”.

Confesso que, ao receber um envelope contendo poemas intitulados Verdes Versos, de um médico chamado Jorge Elias, que se dizia iniciante, não tive grande expectativa. Porém, ao começar a leitura, encantei-me com tais versos, que nada têm de verdolenguice. Trata-se de poemas bem maduros que se prestam a uma ótima colheita. Em outras palavras, “PUBLIQUE-SE!”



Jô Drumond, Presidente da Academia feminina Espírito-santense de Letras
Doutora em Comunicação e Semiótica
 

 

 

Benedicto Ferri de Barros

 

Ascendino Leite

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2.11.2007