Dedicatória

 

 

O ar, amor —

este ar que eu te respiro.

 

 

SF,

Fortaleza, 30.10.2006, tarde em sol

 

 

Dos amigos

Ana Guimarães

Antonio Palmeira

Edna Oliveira de Sant'Ana

Hilton Deives Valeriano

Izacyl Ferreira Guimarães

José Inácio Vieira de Melo

Luís Antonio Cajazeira Ramos

Luiz Paulo Santana

Maria do Carmo Vieira

 

Nilto Maciel

Nilze Costa e Silva

Regine Limaverde

Rodrigo Magalhães

Rodrigo Marques

Valdir Rocha

Vicente Freitas

Vicente Pellegrini

Yvelise Castro

 

 

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Rodrigo Marques

From: "edcururu" <edcururu@uol.com.br>
Sent: Monday, November 13, 2006 10:28 AM
Subject: Redicatória
 

Soares Feitosa surpreende

Feitosa é um poeta largo, ele não economiza papel, não tem pena do papel, na pena dele acho que nem todaRodrigo Marques, ago/2003 tinta chega. Pois bem, lá vem Feitosa com um poema minúsculo, contido, depois de muito silêncio; há quanto tempo Feitosa não entregava um poema, poema mesmo, na tradição, cafeinado, sem contar é claro com o novo gênero criado por ele: os "ensaiotes poemados"?

Dedicatória, um poema minúsculo que dá para escrever na areia. "O ar, amor" - este verso, se reparar, só tem apenas 4 letras: a - m- o - r; daí ele tira o resto, uma vírgula, um travessão, um suspiro; em seguida, o segundo verso que a rigor nem existe, mera respiração do primeiro, mas como existe o segundo verso! Com ele Feitosa completa as vogais, e, como se sabe, as vogais precisam de ar; acho também que Feitosa cometeu uma fraude no segundo verso, quero dizer, uma fraude poética, feitosiana, que não faz mal a ninguém e só faz, quer ver, repare: este ar que eu te respiro

Este verso não é verso, só ar, respiração, só para respirar e nada mais, repetições de um mesmo fôlego: o és, te, o ar, o que, o eu, o te (de novo), o res (a coisa), o piro (o fogo, a raposa): este ar que eu te respiro. Vogais, fôlego, narinas, nada existe aqui. Balões apenas. Dedicatória? A quem? Um poema ao portador, ao invés da tão criticada e inventada por ele mesmo "crítica ao portador", o poema ao portador é o que todo poeta deseja: esquecer-se, virar fumaça no ar, deixar o poema para quem quiser. Eu tenho o meu: dedicatória, que dedico a quem eu amo e nada mais.

Rodrigo Marques


O fogo, a raposa: Rodrigo refere-se ao poema Psi, a Penúltima

 

Luiz Paulo Santana

Sent: Monday, November 13, 2006 4:30 PM
Subject: "Dedicatória"

 

Até que enfim, poeta!Luiz Paulo Santana

V. devia estar inundado de poesia, nessa "tarde em sol", transbordando a emoção que daria para lavrar um poema-livro!

Mas bastaram dois versos, únicos, para derramar todo o aluvião lírico, acumulado nessa longa hibernação.

Seja quem for a musa, ela sabe que é para sempre.

Grande abraço,

LPSantana

BH/MG

 

Antonio Palmeira

 

Sent: Tuesday, December 19, 2006 9:22 PM
Subject: Dedicatória

 
 

Caro Poeta,

Tomei um susto. Quando refeito, as lembranças se transformaram em breves apnéias, uma para cada uma, desenterradas do passado. Isso é vida.

Felizmente, amigo, agora já tenho quem respirar, a idade me deu...

Obrigado pelo direito de ler esse longo, muito longo poema sintético.

Abraço

Antonio Palmeira

São Luís - MA

 

Regine Limaverde

Sent: Tuesday, October 31, 2006 12:46 PM
Subject: Re:

Soares, sua poesia é linda!

Você é muito sensível e sabe dizer o que sente.

Gosto da síntese, gosto das imagens, gosto da maneira como você escreve. Gosto do poeta.

Regine

 

Hilton Deives Valeriano

From: hilton.dv
Sent: Tuesday, October 31, 2006 11:37 PM
Subject: Re: poeta

 

Dedicatória: o imprescindível amor e sua essência vital. Como o ar que respiramos e que a tudo circunda -Hilton Deives Valerianos onipresença -, inerente à própria vida. Fator constitutivo de toda existência. Belo poema, amigo poeta Soares Feitosa! É característico de grandes poetas dizer muito com poucas palavras. É sempre uma grande satisfação dialogar com você.

É um aprendizado.

Um forte abraço de respeito e admiração.

Hilton Deives Valeriano

 

José Inácio Vieira de Melo

Sent: Wednesday, November 01, 2006 8:50 AM
Subject: Dedicatória

 

Soares Feitosa, poeta das vastidões cearenses, irmão de lira de Gerardo Mello Mourão, filho de Luiz Vaz de Camões, neto de Homero e de Safo, os deuses sejam louvados!José Inácio Vieira de Melo

Pelo que vejo o poeta dos versos de muitas léguas, do livro Salomão, encontrou o verso curto. E com que beleza, tu, Feitosa, expressas o amor no fôlego da síntese. Chegaste próximo do ideal de perfeição: dizer tudo o que se sente, tudo o que existe, tudo o que está para além da compreensão, com uma única palavra, e, sobretudo, de uma maneira diferente, nova, inaugural.

Grande abraço.

José Inácio Vieira de Melo

 

Valdir Rocha

From: Dialetica
Sent: Wednesday, November 01, 2006 2:24 PM
Subject: Re: proposta de penalidade

 

Caro SF, poeta dos "bão",

Não se deve dizer muito da sua Dedicatória, até porque qualquer acréscimo seria mero penduricalho: o amor é vital, mas de um jeito que só se pode dizer com poesia.

Abraços,

Valdir Rocha

 

Nilze Costa e Silva

 

Sent: Thursday, November 02, 2006 8:20 AM
Subject: "O ar, amor - este ar que eu te respiro"

 
 Nilze Costa e Silva

Lindo poema, Soares! Curto, singelo e diz tudo sobre o amor.

Parabéns pela doce, elevada e enlevada inspiração!

Nilze

 

Nilto Maciel

 

Sent: Friday, November 03, 2006 4:10 PM
Subject: DedicatóriaNilto Maciel

 

Bela dedicatória ao Amor, como só tu sabes escrever.

Parabéns e abraços ecumênicos.

Nilto

 

 

Edna Oliveira de Sant'Ana

 

Sent: Friday, November 03, 2006 7:49 AM
Subject: DedicatóriaEdna Oliveira de Sant'Ana

 

Poxa, poeta! Você aí respirou fundo, hem?!

Edna

 

 

Vicente Freitas

Sent: Monday, November 06, 2006 10:12 AM
Subject: dedicatória
 

Caríssimo Soares Feitosa:

Li o seu poema – Dedicatória – e senti logo o desejo de lhe falar com toda a franqueza. Aliás você já sabe o juízo que faço dos seus versos: poesia da melhor que se faz atualmente no Brasil.

Fico-lhe muito obrigado pela gentileza de me terVicente Freitas enviado os panfletos com o material que será publicado em livro.Os poemas, ensaios e entrevistas ali selecionados revelam uma inteligência ágil e o claro conhecimento dos assuntos enfocados. Embora alguém discorde [cf. comentários sobre 3 poetas goianos conversam com o editor do Jornal de Poesia], como já disse o Nelson, toda unanimidade é nula, aliás, mula.

 Seu poema feito de ‘tarde em sol’, exprime-se com uma grande riqueza e originalidade de síntese. Há na sua poesia um compromisso entre o verso livre e a metrificação. Percebe-se mesmo, nos seus escritos, que o ideal de perfeição é trabalhado através da organização do texto. Para você o poema [e a prosa também] só será uma obra de arte se a representação atingir uma forma adequada e criativa [sinto isso]: se ela for ‘simétrica’. Não sei se você é autocrítico rigoroso – desses que praticam várias revisões e mesmo refundições de um mesmo texto – mas dá pra perceber que você é um tanto brunidor, embora espontâneo, natural. Alguns de seus poemas lhe garantem um nome duradouro em nossa poesia, porque figuram entre as melhores e mais saborosas interpretações da alma nordestina-brasileira-universal.

Acho que a melhor poesia do Nordeste do Brasil está nas trovas dos cantadores populares, nos versos de Catulo da Paixão Cearense e Patativa do Assaré, nos poemas dos pernambucanos Ascenso Ferreira e João Cabral de Melo Neto, e do alagoano Jorge de Lima. É essa equivalência que vejo na sua poesia.

Quero que você saiba que não estou fazendo louvor lisonjeiro. É apenas o que sinto ao ler sua poesia e sua prosa. Receba um abraço e disponha do amigo e admirador.

Vicente Freitas

Ana Guimarães

 

Sent: Monday, November 06, 2006 9:19 PM
Subject: Dedicatória

 

Soares, amei sua Dedicatória minimalista. Não é só em decoração que o menos muitas vezes é mais.

Abraços,

Ana

 

Rodrigo Magalhães

 

Sent: Monday, November 06, 2006 10:53 PM
Subject: Dedicatória

Pois bote lá:

"Oito anos depois, o homem escreve a epígrafe do poema «Architectura». À altura de!"

Abração,

Rodrigo

 

Link para Architectura

 

Luís Antonio Cajazeira Ramos

 

Sent: Tuesday, November 07, 2006 10:21 AM
Subject: RES: Uma leitura

 

O ar? Ora, que não me venha Soares Feitosa, esse Luís Antonio Cajazeira Ramosincorrigível romântico, confundir com suas auroras gasosas, seu ar puro das manhãs, sua respiração saudável, sua inspiração amorosa, sua musa vaporosa, seus versos rarefeitos. São tudo sonhos e sombras de luz, na densa escuridão da atmosfera carregada de sua caverna de graves hibernações, no abafado da longa noite, no calor e frio e calafrio das insones madrugadas. O ar que ta respiras, ela, é teu sufoco e calma, teu esto e estio, teu refúgio. Um feitosiano autêntico e primoroso, uma dedicatória digna do autor, para quaisquer de suas única musa.

L.A.

 

Vicente Pellegrini

 

From: Vicente
Sent: Saturday, November 11, 2006 10:36 PM
Subject: Vicente (Dedicatória)

 

Soares, Saúde,

Dedicatória — esse mínimo poema faz inveja a um hai-cai. 

E depois disso fico a pensar nesse home muito dado aos símbolos ( compulsivamente!) —

Não é um china e não conhece a família de dialetos sino-tibetanos ( e precisa? ) —

Reconstrói as escrituras e o nordeste de forma soaresiana povoada de signos ( impar! ) —

Quem não conhece os varapaus e os estandartes? 

Quem não conhece o doma-corcéis e o domador-de-cavalos? 

Depois de Feitosa fomos apresentados a uma obra sertã-ótica  ( singular! ) —

Obrigado amigo.

Até a próxima.

Abração,

Vicente

 

Izacyl Ferreira Guimarães

Sent: Monday, January 29, 2007 10:17 AM
Subject: Re: Compadre, espie!

Compadre especialíssimo:

Gostei muito do curtíssimo poema. Às vezes, o menos consegue ser  mais.

Abraços.

Izacyl

 

Yvelise Castro

 

Sent: Thursday, November 09, 2006 8:41 PM
Subject: RES: que bom você de novo! Estava com saudade!
 


O mar, amor

Um maremoto teu amor

 

Ou terá sido uma tsunami?

 

Maria do Carmo Vieira

 

From: "Maria do Carmo Vieira" <mcvieira@telupton.com>

To: <soaresfeitosa@secrel.com.br>
Sent: Monday, February 26, 2007 12:29 PM
Subject: Dedicatória


Poeta Soares,

O sentimento não precisa de muitas palavras... está aí a prova, nesta
DEDICATÓRIA!


Maria do Carmo Vieira

 

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