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Adriana Lustosa
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  • Bio-bibliografia

 

 

 

Culpa

 

Mary Wollstonecraft, by John Opie, 1797

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Poussin, The Nurture of Bacchus

 

 

 

 

 

Adriana Lustosa


 

Um primeiro escrito
 

Como te dizer?!
Rio-me se passas...

Tomo-te
com os olhos (d’água)
e viras fonte.

Tomo-te
com os braços
e viras lago.

Tomo-te
a te soltar por dentro
e fico inerte.

 

Um segundo escrito
 

À primeira vez que li Soares Feitosa [Thiago], senti vontade de morrer, queria uma chance de nascer de novo: a poesia me comoveu no mais profundo das águas e me fez poeira de tudo o que eu sabia.

Preciso de Thiago e das fontes de Thiago; preciso da poesia como da vida que me vive. Onde encontrar? No Siarah? No "Almazona"? Na solidão das águas ou no umbigo da terra?

‘Stamos em pleno mar, foi bom avisar: é possível navegar.
 

Adriana Lustosa


Poemas da Besta
 

Como uma ovelha
rondo os pastos da boa vontade
enquanto o pastor
saltando de estrela em estrela
propicia o absurdo:
o abismo que era mudo
engole meu grito
 

 

 

 

 

 

 

27.6.2005