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Vera Queiroz
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Poesia:


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Fortuna crítica: 


Alguma notícia da autora:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ruth, by Francesco Hayez

 

Franz Xavier Winterhalter, retrato de Roza Potocka

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vera Queiroz


 

Nota biográfica:

 

Vera Queiroz deu aulas de literatura na PUC-Rio, de Teoria da Literatura na Universidade Federal de Goiás, de Literatura Brasileira na Universidade Federal Fluminense e atualmente leciona Literatura Brasileira na Universidade Federal do Ceará. [Abr/2005]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vera Queiroz


 

Capa do livro:


 


 

 

 

William Bouguereau (French, 1825-1905), Reflexion

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Rodrigo Magalhães

 

 

 

 

 

 

 

 

Delaroche, Hemiciclo da Escola de Belas Artes

 

 

 

 

Vera Queiroz


De: Vera Queiroz

Para: Soares Feitosa

Enviada em: quarta-feira, 1 de setembro de 2004 17:21

Assunto: os papé

 

1. Biblioteca Cururu:

Caro Soares, chegaram os papé e os li, tem de um tudo, como sói acontecer com vosmecê. Por partes: a idéia da biblioteca caruru é fantástica, claro, pena vc não me ter avisado a tempo, pois estava na faculdade nesse dia. Acredito que algum aluno meu deva ter pego algum dos livros caruru, bom para eles. Affonso Romano já havia falado dessa 'movida' de livros circulantes em uma de suas crônicas, mas  ninguém tem o seu senso de humor, sua alegria e seu total deslumbramento com as coisas da escrita, do livro, do escambo cultural. Você é único nesse terreno.

 


2. Da caica postal aos corrós de açude:

Quanto ao "Da caixa postal aos corrós de açude", vc conseguiu o feito de recordar Rosa em seu estilo sendo porém totalmente você, ou seja, escrevendo no jeito feitosa de ser, o que significa sal, pimenta e humor no que diz, jeitosamente feitosa. Beleza! Quanto ao prefácio ao livro do Virgilio Maia, é uma delícia de ler. Não conheço o poeta, mas tenho certeza de que é grande, se inspirou esse outro quase-poema em prosa.

 


3. Joelhos & mel

o Joelhos e Mel não tem negócio: é uma parábola sobre a educação de um glutão, à maneira dos grandes clássicos da literatura quanto ao tema e no estilo da alta literatura nordestina. Vc faz um texto conciso, preciso, altamente alegórico, e belíssimo. Educação e amor, ou educação e rigor, ou etc... A mãe cede por amor, o filho pede mais pq amor e comida se assemelham na sua impossibilidade de suprir a béance, a falta, o buraco, a fome de tudo. Mas tem uma hora que a mãe tem de ser mãe, ou seja, lei é lei, e o filho tem de aprender. As frases finais são a última torção do parafuso, o último arrocho/arrojo de amor e compaixão e cumplicidade da mãe. Por isso, o miniconto termina com a palavra amargo.

 

 

grande abraço,

vera

 

 

 

Herbert Draper (British, 1864-1920), A water baby

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Hélio Pólvora

 

 

 

 

20.01.2006