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Lucília Cândida Sobrinho


 

Prefácio, ensaio, crítica, resenha & comentário:


Poesia:


Fortuna crítica:


Alguma notícia da autora:

 

 

 

Bernini, Apollo and Dafne, detail

 

Michelangelo, 1475-1564, David, detalhe

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ingres, 1780-1867, La Grande Odalisque

 

 

 

 

 

Lucília Cândida Sobrinho


 

Psi, a Penúltima

 

"Balançando Devagarinho" e sentindo o cheiro daTheodore Chasseriau, França, 1853, The Tepidarium imburana, que cheira a pessoas e lugares queridos, fui lendo seu livro, Psi, a Penúltima, sorvendo seus cantares, meio terra-terra, meio rústicos, deixando a imaginação divagar aos sabores de cada poema, cada enfoque.

Sua linguagem, rica nas imagens e na correção do idioma, é uma fonte de aprendizado literário. Lembra, em certos aspectos, Guimarães Rosa, meu conterrâneo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Thomas Colle,  The Return, 1837

 

 

 

 

 

Lucília Cândida Sobrinho


 

Tempo de ilusões


As nuvens passam
Como passam as desilusões.
Na vida há marcas do tempo
E o tempo acelera seu passo,
Levando consigo as doces ilusões —


Quimeras navegam
No mar revolto
Do meu ardente desejo.


Vejo quimeras e nuvens
Envolvendo a lembrança
Da volúpia do teu beijo.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jean Léon Gérôme (French, 1824-1904), Morte de César, detalhe

 

 

 

 

 

Lucília Cândida Sobrinho


 

Poeta-símbolo

 

                                      Homenagem a Cruz e Sousa

 

Alma cristalina
refletiu
no peito
do poeta
tão negro
tão branco
de cantar
translúcido.


Alma de poeta
bem alva
num corpo
escuro
tão claro
que sofreu
e chorou
em versos.


Versos
tão puros
eternas estrelas
que brilham
no claro
no escuro
em todo
Universo.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Frederic Leighton (British, 1830-1896), Antigona,detail

 

 

 

 

 

Lucília Cândida Sobrinho


 

Dueto


Pela janela aberta
o ar morno da noite
invade o aposento.
Lá fora, o silêncio
faz parceria com o luar
num cósmico dueto
encantadoramente
intimista.


Quietude e fascínio
fazem dueto
com o pulsar
de um coração
perdidamente solitário.


 

 

 

 

 

 

31.08.2005