Mais de 3.000 poetas e críticos de lusofonia!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Soares Feitosa, dez anos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mary Wollstonecraft, by John Opie, 1797

 

 

 

 

 

Estudos & catálogos — mãos

 

 

Dos Leitores

 

 

Adail Sobral <adails@terra.com.br>: 

 

Enumeração borgiana, construção cabralina, vertigem do frontispício de O Nome da Rosa, em que a descrição em palavras tem mais vigor, nestes tempos de desatenção, do que a vaga imagem do filme. Percorro maravilhado o inventário do impossível.Adail Sobral

Prefácio intermetalingüístico-leitura-pessoal-coletiva, vertigem. Gado é gado, mas vaca é flor e boi é canário. Listas e listas, correntes listas, em lista de Web. A alta tecnologia traz do "mato' a estranheza a quem não viu as personagens que desfilam em Virgílio e Soares, e evoca, para quem viu, o embate anti-antigonal, pró geração, pois, num prefácio de griffe, de marca, de bois, de poesia, de amor.

Há esperança.

Adail

 

 

 

 

Edna Menezes

<ednamenezes@hotmail.com>

Sent: Wednesday, December 03, 2003 2:51 PM

Subject: Poeta!


Soares,

 

Edna Menezes Senti-me meio perdida, são palavras que gritam, ecoam, mugem e cantam canariamente. Preciso de tempo para absorver, sensação estranha essa que estou sentindo, só o velho Guima (Guimarães Rosa) fez isso comigo. Esse sempre me faz sentir-me numa densa floresta de palavras e, nesse texto... não consigo encontrar caminho, isso é uma "gravanha" diria Manoel de Barros.

Acho que preciso abrir meu horizonte de leitura.... Gosto disso...

Abraços,

Edna Menezes

 

 

Mauro Mendes

 

Sent: Thursday, December 04, 2003 11:53 PM
Subject: Recordel

Poeta Soares,

RECORDEL! O título do livro já é um poema, pelo menos pra quem é, como eu, destas terras! Mas falta ler o livro, vontade que o simples título desperta. Cadê o livro? Cadê o meu? 

O seu prefácio é originalíssimo, sem recursos a estas coisas manjadas como  "intertextualidades", "polissemias", ou exdrúxulas,Mauro Mendes como  "alexias", ou de compadrio, como "com este livro o autor adquire, assim,  o lugar  que, de há muito, lhe pertence, de pleno  direito, no panorama literário..." Ao contrário, o seu prefácio é  puro sertão(onde, também, com certeza, se insere o livro), os bois mugindo, o tropel de tudo quanto é bicho, o canto da passarada, os "cheiros" de tudo, cada um, a seu lugar e hora, conferindo à gente(sem que disto a gente mesmo se aperceba...), um sentido, ao mesmo tempo, de individualidade e de  absorção total na natureza... Você maneja, admiravelmente, estas lembranças! Vontade de me embrenhar de novo nestas matas, de onde nunca deveria ter saído para estudar vãs filosofias!

Um abraço!

Mauro Mendes

 

 

 

Eduardo Diatahy Bezerra de Menezes

 

Sent: Tuesday, December 02, 2003 1:57 PM
Subject: Re: [LITT] Este, o prefácio

Chico Feitosa dos sertões dos Inhamuns!Eduardo Diatahy Bezerra de Menezes

Você é o demiurgo que transforma um simples Prefácio num texto evocativo de nossos sertões.

Beleza que nos salva da neurose da Verdade, como nos ensinava Nietzsche!

Abraço de felicitação para você, Virgílio e Côca, 

diatahy

 

 

 

Luiz Paulo Santana

 

Sent: Wednesday, December 10, 2003 2:29 AM
Subject: Prefácio para "Recordel"

Poeta Soares Feitosa:
 

"Ao dono, indelegável, personalíssimo, o direito de ferrar." Sim. E você o faz com a marca inconfundível de seu estilo e de seu talento.Luiz Paulo Santana Catalogando catálogos que catalisam o processo alquímico da leitura, catapultando o leitor para dentro do livro que, pela pequena amostra, que pena, dá a pista de outra talentosa ferrada. A estrofe citada, do poema "As Horas do Dia", deixou-me em grande expectativa: pareceu-me uma abertura, delicada e premonitória preparação para a grande aventura poética que se seguirá. Recordel. Você certamente nos dirá onde e como conseguir o livro.

 

Grande abraço, 

Luiz Paulo Santana

 

 

 

 

Rodrigo Petrônio

 

Sent: Tuesday, December 09, 2003 2:44 PM
Subject: Re: Poeta, releio os ensaios!

Soares da gota!

Belíssima organização de catálogos! Muito boa mesmo. GosteRodrigo Petronioi das iluminuras do sertão e da reflexão sobre as letras. Agora, minha mãe é Quitéria, de Afogados de Ingazeira, Pernambuco. (Onde fica a tal cidade? Ela, a padroeira, se chama Quitéria?) Vou correr falar pra ela.

 

Aquele abraço!

Rodrigo

 

 

 

 

Jorge Tufic

Recebi, ainda sob o foguetório de ontem, o Jornal de Poesia, contendo a saga introdutório de uma outra saga, esta de Virgílio Maia, encimada pelo título Recordel. Agradeço-lhe por tudo. Você tem linguagem própria, cultura sertaneja visível, ensinada com apuro.Jorge Tufic

Na paisagem urbana, eu não sei recortar o Vigílio sem ter na mente um sertão de paletó e gravata. Nem de ver Soares Feitosa sem lembrar um peão da caatinga educado em Paris.

Com todo o respeito, portanto, eu me curvo diante de ambos como quem se curva a um remanescente pajé das águas pretas, guardador da sabença amazônica.

Meu grande abraço

Jorge Tufic

[Nota do editor: Soares Feitosa nunca muito mais longe do que a Cidade da Bahia]

 

 

 

Alfredo Fressia

Obrigadíssimo, Feitosa, por esse texto belo, muito belo. Tem muitoAlfredo Fressia de épico, especialmente de homérico, sim, nessas enumerações.

Valeu a pena você fazer essa edição, o texto a merecia.

Parabéns, amigo.

Alfredo

 

 

 

Antônio Carlos Secchin

 

Caro Soares Feitosa:

obrigado pelos textos de Mãos, em especial seu belo prefácio,Antônio Carlos Secchin com direito ao "retrato do artista quando jovem"! Parabéns! Você, de fato, pôs "mãos à obra", e Virgílio deve ter ficado muito contente.

Um grande abraço e os votos de um feliz 2004 do

Secchin.

 

 

 

 

 

David Medeiros Oliveira

 

Sent: Thursday, January 08, 2004 3:16 PM
Subject: Viagem

Caro Poeta,

Quedou-se reforçada a minha primeira impressão, de quando li "Adolescíamos": suas palavras são imagens, são como um roteiro.

Prova? São várias: as ferradas nos bois, o fumacear das marcas, os catálogos, as marcas, os "as" em times e arial...os catálogos.

Lê-lo, Feitosa, é como viajar. Seu estilo: roteirista; suas palavras: movimentos...ah, os cavares e recavares de nossa vida!

Visualmente, um detalhe que me impressionou (e como vc me impressiona!): as fotos. Sua foto jovem, no início, e a foto de Virgílio, ainda novo, mas atual, no fim do texto. O catálogo das letras desenhadas no couro de outrora, e o catálogo das grifes de hoje; as marcas nos bois, as letras no PC. Indago: basta a viagem no espaço? Não, a viagem é no tempo.

 

Forte abraço,

David 

 

Texto comentado

&

Outras opiniões

&

Página do autor

 

André Seffrin

 

Meu caro Feitosa,

"Estudos & Catálogos: Mãos" não é prefácio, é obra autônoma. Para quem navega nas águas de um Euclides da Cunha, de um Raul Pompéia, de um Guimarães Rosa, de um Pedro Nava. Feliz mesmo é o Virgílio Maia que pode juntar ao seu livro um outro livro de poeta. Prefácio? Uma leitura apaixonante e inesquecível.

Parabéns e o melhor dos abraços, com tudo de bom para 2004, do seu amigo André.

 

 

 

 

 

Regina Lyra

 

Sent: Friday, December 19, 2003 12:57 AM
Subject: Estudo e catálogos: As Mãos (Regina Lyra)
 

Meu Caro Soares, ler seu texto no leva para pontos de prazer e saber. A descrição da vida no campo do senhor e da senhora da fazenda é de uma maestria ímpar. Os catálogos tornam-se velhos conhecidos, ou de quem viveu no campo, ou pelas belas leituras dosRegina Lyra nossos escritores, tais como: José Lins do Rego, José Américo de Almeida, Rachel de Queirós, Graciliano Ramos e tantos outros.

Sua leitura, meu querido Soares é prazerosa, nos leva e nos enleva, a momentos de reflexões. 

Parabéns Soares, não só por dá oportunidade da leitura de prefácio tão belo, mas também, por fazer parar um pouco e pensar nos acontecimentos da vida ...

 

Um grande beijo,

Regina Lyra

http://www.reginalyra.net/

 

 

 

 

Maria da Conceição Paranhos faz uma análise crítica do tipo tomografia. Basta clicar aqui ou na foto 

Maria da Conceição Paranhos

 


 


 

 

 

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