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Eloí Elizabete Bocheco

Ingres, 1780-1867, La Grande Odalisque


Poesia:


Ensaio, crítica, resenha & comentário:


Alguma notícia da autora:

 

Cláudio Feldman

 

William Bouguereau (French, 1825-1905), João Batista

 

Inocência, foto de Marcus Prado

 

 

 

 

 

Poussin, Rinaldo e Armida

 

 

 

 

 

Eloí Elizabete Bocheco



Pequena biografia


Eloí Elisabete Bocheco é catarinense do município de Zortea, e trabalhou a maior parte de sua vida como professora de crianças e adolescentes em escolas da rede pública de Santa Catarina. Publicou Uni... Duni... Teia (Prêmio Boi-de-mamão da Câmara Catarinense do Livro) e A de Amor, A de ABC e Ô de casa!, livros de poemas para crianças. Publicou pela Paulinas O pacote que tava no pote e Contra feitiço feitiço e meio e, pela EdUFSC, o livro de crônicas Pedras Soltas. É responsável, junto com Zenilde Durli, pela pauta do jornal de literatura infantil e juvenil O Balainho, da Universidade do Oeste de SC (Unoesc). Em 2003, recebeu o prêmio LEIA COMIGO! da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil/RJ pelo relato ficcional Não vá embora, Clarice!. Em 2005, conquistou o Prêmio Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre/RS com Beatriz em trânsito e em 2006, o prêmio Literatura para Todos, do MEC, com Batata cozida, mingau de cará.

 

 

Albrecht Dürer, Mãos

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Ricardo Alfaya

 

 

 

 

 

Jean Léon Gérôme (French, 1824-1904), Consummatum est Jerusalem

Eloí Elizabete Bocheco


 

A poesia de Soares Feitosa


 

Nunca direi que te amo

John William Godward (British, 1861-1922), Belleza Pompeiana


Uma perfeição. Um texto pra gente se perder de tanta beleza. Ritmo, melodia, emoção, tudo numa justeza que só mestres geniais como você alcançam.

Meu grande abraço
Eloí

 

Psi, a penúltima
 

PSI, a Penúltima, li de corpo inteiro, dobrando-me à força dessa peça Michelangelo, Pietágenial que entra pelas células e chacoalha, açoita e tortura por ser tão maior que o meu olhar. É de uma beleza que dói, rasga por dentro. Format é riquíssimo, louco, abusado, ousado e estranho. Me assusta pra dizer a verdade. Me dá pânico pela grandeza que capto nesse seu texto. Você é um gênio. Nada há que se compare ao que você escreve. Você mudou a Literatura Brasileira e eu só posso é "cair de joelhos" ante a sua genialidade. Se você encontrar alguém que babe mais do que eu por sua poesia, por favor, não volte.
 

 

 

 

 

 

 

Leighton, Lord Frederick ((British, 1830-1896), Girl, detail

Eloí Elizabete Bocheco


 

Estilos


A Lua Cheia
adora vestido
de bolinha
Diz que realça
as suas formas.


A Lua Crescente
fica indecisa
pra se vestir e
acaba sempre
pedindo emprestado
o blue jeans
do Dragão Ariosto


A Lua Minguante
acha as lojas do céu
muito caras e
confecciona suas
próprias roupas
na máquina
de costura da
Aranha Tatanha


A Lua Nova
adora os lenços
e os laços, mas
o que gosta mesmo
é de um abraço.
 

 

 

 

 

 

 

William Bouguereau (French, 1825-1905), A Classical Beauty

Eloí Elizabete Bocheco



Primaveras de recreio


Plantarei árvores
do planalto até
o morro mais alto.
Aplicarei um
plano de plantio
que contemple
também as margens
dos rios.


Pensarei na festa
dos passarinhos
e plantarei muitos
pés de amoreira,
da branca, que eles
gostam mais.


Colherei os frutos
antes do sol nascer
e usarei a cesta de vime
que foi do pai, do pai
do pai do meu pai.
 

 

Mary Wollstonecraft, by John Opie, 1797

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Ronaldo Bressane

 

 

 

 

 

Andreas Achenbach, Germany (1815 - 1910), A Fishing Boat

Eloí Elizabete Bocheco


 

Segredos


Rosalina tem
segredos de
várias cores.


O segredo verde
ela conta só no
ouvido do beija-flor.


O segredo lilás
ela prende no cabelo
e vai passear com a
Gata Lina numa caverna
quase de verdade.


O segredo transparente
ela põe pra tingir no
sol de setembro.


O segredo azul
ela conta só pra mim,
que não conto
pra ninguém.


Quem sabe,
no ano que vem...
 

 

John William Godward (British, 1861-1922), Belleza Pompeiana

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Marcelo Coelho

 

 

 

 

 

Caravagio, Êxtase de São Francisco

Eloí Elizabete Bocheco



Achei achados


Achei um segredo
Descobri um medo.


Achei um pedaço
da saia da
Rainha Pinga Minga
Tem junto uma mandinga.
Cruz Credo! Não abri ainda!


Achei a calcinha da
Branca de Neve
Quem achar pode usar
Será que me serve?


Achei o penico do
Feiticeiro da Barba Pouca
O penico é de ouro
Deu no touro
Será penico
ou será tesouro?


Achei um brinco da Cinderela
Guardei tão bem guardado
num cofre inventado,
que nunca mais encontrei.
Será que eu sonhei?
 

 

William Blake (British, 1757-1827), The Ancient of Days

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Alfredo Fressia

 

 

 

 

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