Mais de 3.000 poetas e críticos de lusofonia!

César Leal

Rua das Pernambucanas, 189/803-B
52.011-010 - Recife, PE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Poesia :


Ensaio, crítica, resenha & comentário: 


Fortuna crítica:


Alguma notícia do autor:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Allan Banks, USA, Hanna

 

Albrecht Dürer, Head of an apostle looking upward

 

 

 

 

 

 

 

 

William Bouguereau (French, 1825-1905), A Classical Beauty

César Leal


 

Biografia:


Poeta, crítico de poesia, graduado em Filosofia e jornalismo, título de NS Notório Saber. Parecer 242 / 80, do Conselho Federal de Educação, professor de Teoria da Literatura da Universidade Federal de Pernambuco. Muito cedo ingressou no serviço público em Fortaleza. Trabalhou em Belém, e, a seguir, Manaus, Rio e Belo Horizonte onde fez grandes amigos: Cristiano Martins, Abgar Renault e Emílio Moura que, em suas obras completas, lhe dedicou um poema Entre os “novos”, conheceu Fábio Lucas, que o lançou através da revista “Vocação”. Ao assistir as aulas de Abgar Renault na Faculdade de Filosofia da UFMG, passou a admirar os poetas metafísicos ingleses Marvel, Donne, Herbert. Transferido para o Recife, Mauro Mota o admitiu no Diário de Pernambuco. Aí, conheceu Eduardo Portella, recém-chegado da Espanha, a quem considera um dos renovadores da crítica no Brasil.

Embora escrevesse poesia desde os 9 anos, estreou em livro em 1957, ganhando o Prêmio Nacional “Vânia Souto Carvalho”. Professor de teoria da literatura da UFPE, desde meados da década de 60. Em 1965, publicou um ensaio sobre Dante, sendo condecorado por tal estudo “Cavaliere” da Ordem do Mérito da República da Itália, pelo presidente Sandro Pertini. Em 1970, durante uma temporada nos Estados Unidos, tornou-se o primeiro poeta da língua portuguesa a gravar ao vivo poemas para a Biblioteca de Poesia da Universidade Harvard. Fundou o Programa de Pós-Graduação em Letras da UFPE ( mestrado e doutorado) onde formou um núcleo de estudos literários classificado pelos órgãos avaliadores da CAPES e CNPq como um dos cinco melhores do País. Ainda em 70, fundou com Roberto Magalhães, a revista “ Ensaios”, de nível internacional. Fez parte do grupo que durante mais de 30 anos se reunia no Engenho “São Francisco” do pintor Francisco Brennand, onde se discutia arte, literatura e política. O grupo era formado por Debora-Francisco Brennand, Ariano Suassuna e o poeta Thomas Seixas.

Em 1980, o então ministro da Educação, Eduardo Portella o nomeou para o Conselho Diretor da Fundação Joaquim Nabuco, de onde saiu para o cargo de membro do Conselho Federal de Cultura, por indicação do ministro Celso Furtado ao Presidente Sarney. Editor da revista Estudos Universitários, desde 1966. Através dela e do suplemento literário do Diário de Pernambuco, que dirigiu durante 37 anos, lançou os poetas da “Geração de 65” e continua a lançar novos autores, o que fez Oswaldino Marques o considerar uma espécie de Erza Pound, na sua quase mania de ajudar àqueles que considera injustiçados pela crítica.. No prefácio de Tambor cósmico, Cassiano Ricardo o considerou “ poeta de gênio”. O primeiro artigo sobre sua poesia foi publicado por Osman Lins, no “Estado de São Paulo”, em 1958. Seguiram-se estudos que lhe asseguraram uma fortuna crítica da mais alta qualidade intelectual e técnica.. No Conselho Federal de Cultura, foi autor do Parecer que resultou na criação do “Prêmio Luís de Camões”, instituído pelos governos do Brasil e de Portugal, em 1988.
 

Prêmios:
 

Entre os numerosos prêmios recebidos, figuram o “Menendez y Pelayo” do Instituto de Cultura Hispânica (1956); o “Othon Bezerra de Melo, da Academia Pernambucana de Letras (1964); o Prêmio de Poesia (Obra Publicada) da Fundação Cultural do Distrito Federal, Brasília (1970); o “ Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras (1987); o da Fundação Nacional Pró-Memória, Brasília, (1989): a Medalha de Ouro Joaquim Cardozo, de Honra ao Mérito, da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro, filiada a Associação Latino-Americana de Associações de Sociedades de Escritores (1999) por seu livro Tempo e Vida na Terra, edição da Imago-Biblioteca Nacional.
 

Condecorações e honrarias:

Condecorado várias vezes com a Ordem Capibaribe por serviços prestados à Cidade do Recife.

Cidadão Honorário do Estado de Pernambuco por serviços prestados a sua cultura e ao ao povo pernambucano.

Por seu ensaio “Dante e os modernos”, foi condecorado “Cavaliere” da Ordem do Mérito da República Italiana, por Decreto do Conselho de Ministros da Itália, sancionado pelo presidente Sandro Pertini (1982).

Diploma de Cultura Oliveira Lima, do Conselho Estadual de Cultura.de Pernambuco.

Troféu Criadores da Cultura do Conselho Municipal de Cultura da Cidade do Recife

Medalha “ Joaquim Cardozo”, da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro, filiada à Federação das Associações de Escritores Latino-americanos, pela publicação de seus poemas reunidos, Tempo e Vida na Terra IMAGO-FBN, Rio, 1999.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Andreas Achenbach, Germany (1815 - 1910), A Fishing Boat

César Leal



Bibliografia


Livros: (poesia)

  • Invenções da Noite Menor, Editorial Argo, Recife, 1957

  • Romance do Pantajú, Recife – Faculdade de Filosofia da UNICAP, 1962

  • O Trunfo das Águas, Ed. Universitária, UFPE, 1968

  • Jornal do Verão. Rio de Janeiro, Edições Carajá-INL,1969

  • Ursa Maior- Separata de Estudos Universitários, Recife, 1969

  • A Quinta Estação. Ed. Universitária, Recife, 1972

  • Tambor Cósmico. Introdução de Cassiano Ricardo, Editora Tempo Brasileiro, Rio, 1978

  • Os Heróis. Secretaria da Educação de Pernambuco, Recife, 1983

  • Constelações. Liv. Francisco Alves Editora, 1986
    A Oriental Safira. Mimeografado, edição de 50 exemplares, Recife, 1992

  • O Arranha- Céu.Tempo Brasileiro, prefácio de Carlos Nejar, 1994

  • Alturas. UFPE-UBE, Recife, 1997

  • Os Heróis. Edições Bagaço, Recife, 2ª ed. 1997

  • Invenções da Noite Menor. Introdução de Sébastien Joachim, Ed. comemorativa dos 40 anos de estréia, 1997

  • Quatro poemas & Quatro estudos. Bagaço, Recife, 1998

  • Tempo e vida na Terra, (Poesia reunida)Imago Editora-Dep. Nacional do Livro,1998
     

Livros: (ensaios)

  • Os Cavaleiros de Júpiter.( Crítica de poesia e teoria da literatura),Ed. Universitária, Recife,1968

  • Três estudos literários, em colaboração com Leônidas Câmara e Renato Campos, Ed.Universitária, Recife, 1968

  • Introdução ao estudo da poesia de Camões. Ed. Universitária,Recife,1975

  • Arte Agora: Uma Visão da Terra: em colaboração com Frederico Moraes, Antonio Houaiss, Ariano Suassuna, Atelier de Arte Edições, Museu de Arte Moderna do Rio e Jornal do Brasil (Organização de Roberto Pontual)

  • Literatura: a palavra como forma de ação. Estudos Universitários, Recife, 1978

  • O Mito Ontem e Hoje, em colaboração com diversos autores do Brasil e do exterior, organizado pelos professores Donald Schüler e Miriam Goettens Barcelos, UFRS,1985
    Entre o Leão e o Tigre, Ed. Massangana, Recife, 1987, 344pp. Prêmio, para obra publicada, da Fundação Pró-Memória

  • O Recife como Centro Cultural nos Diferentes Momentos de Sua História, capítulo para a História da Literatura da América Latina, projetada em três volumes pelos professores Linda Hutcheon, Mario Valdés e Djelal Kadir, das Universidades de Toronto e da Pennsylvania, a ser publicado em fins de ano 2000, pela Oxford University Press. Parte desse trabalho é coordenado no Brasil pelo Prof. Eduardo Coutinho, da UFRJ. Dele participam scholars de 194 universidades do mundo inteiro.
     

Além desses trabalhos em livros, tem cerca de 220 ensaios publicados no Brasil e no exterior em Suplementos literários e revistas de cultura. Desses, cerca de 80 irão ser editados ainda em 2000, com cerca de 700 pp, abrangendo autores como Gil Vicente, Camões, Yeats, Dante, Fray Luís de Leon, Shelley, Jorge Guillén, Abgar Renault Jorge Luís Borges, Frost, Wallace Stevens, Leopardi, Erza Pound e vários poetas brasileiros contemporâneos.

 

   

 

John William Godward (British, 1861-1922),  A Classical Beauty

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Adail Sobral

 

 

 

 

 

 

 

 

Caravagio, Êxtase de São Francisco

César Leal


 

Crítica:


"A Quinta Estação é, creio, o mais belo dos poemas até hoje publicados, aqui e no mundo sobre a sorte dos homens , roçando entre o profético e poético absoluto, onde cabem todos os “ parênteses” repetidos, “ barras”, como irônicos “official duties” e pontos reticenciados em linhas que dão ao livro os signos e os sinais da espantosa linguagem que precede o fim de nosso milênio e prenuncia a radiosa alvorada do ano 2000” - CASSIANO RICARDO ( Prefácio do Tambor Cósmico, Rio, 1978 )


"Se César Leal houvesse nascido em Londres , Paris ou Nova York e publicado a poesia que publicou até agora no Brasil, já seria conhecido no mundo inteiro como um dos maiores poetas do século XX." (À margem da tradução de Invenções da noite menor) – OLIVIER LUNEAU ( França).


"Bei César Leal herrscht vollkommener ZusammenschluB zwischen Mensch und Kosmos. In der Transzendenz offenbaren sich die magischen Mächte seiner Sprach." ("Em César Leal há perfeita integração entre homem e cosmos. É na transcendência que se revelam as potências mágicas de sua linguagem"). CURT MEYER -CLASON (Alemanha). Tradutor dos livros O Triunfo das águas, Ursa Maior, e cerca de 30 poemas de Constelações para a língua alemã.


"Concordo com o poeta–crítico que é mestre Odilon Nestor em que, escrevendo Romance do Pantaju, o jovem colega , também poeta e também crítico, e também do Recife, César Leal, produziu uma pequena obra prima de “ invenção” e de Arte." GILBERTO FREYRE - Revista O CRUZEIRO, Rio,10 / 08 / 63


“ César Leal é uma das figuras mais importantes da poesia brasileira, à espera somente de uma edição ampla que o torne conhecida do público e da crítica” – OSMAN LINS, O Estado de São Paulo,1958


“Ao registro classicizante não falta a raiz. Ao discurso culto não faltam pés na terra. Do mesmo modo a construção elaborada jamais esquece a cotidianidade. A poesia e o ensaio de César Leal sabem operar esse equilíbrio nervoso, ao qual se une a seriedade do olhar crítico. Por isso o trabalho de César Leal, o trabalho encantado da linguagem, é das construções mais convincentes da nossa literatura contemporânea." –  EDUARDO PORTELLA (Jornal do Commercio, Recife, 1998).


“ Sua poesia deve ser tomada como um sistema cosmogônico, como a galáxia da vida intelectual e do mundo, com seus animais,águas e revoluções cósmicas, (...) mas também como uma cosmogonia literária que de Dante a T. S. Eliot, passando por Shakespeare e Joaquim Cardozo, acrescentou aquilo que o capítulo do Gênesis havia esquecido, embora comece com a declaração seminal de que no princípio era o Verbo." – WILSON MARTINS, Jornal do Brasil, 1995


“Objeto para além do belo e do feio, não consumível, a poesia revolucionária deve ser o que ela já é na Ursa Maior e no Triunfo das Águas, de César Leal, poemas-carrefours, poemas de contra-apresentação, testemunhos de um lugar essencial de conscientização através de um mosaico intertextual dotado de valor de uso, não de valor de troca. Em outros termos, queremos dizer que esses dois poemas de César Leal são maciços estéticos consideráveis, porque neles fica inscrita uma dupla desconstrução , irrecuperável pelas facções ideológicas de qualquer procedência: desconstrução ao nível semântico; desconstrução ao nível discursivo e, com J.F. Lyotard: instauração de uma ordem 'figural'." – SÉBASTIEN JOACHIM, Introdução ao livro Tempo e Vida na Terra, Imago Editora, 1999.


“César Leal é até agora o poeta brasileiro mais preocuopado com a teoria do poema” JOSÉ GUILHERME MERQUIOR, Jornal do Brasil, 1980.


Além desses depoimentos, o professor canadense Sébastien Joachim organizou, em 1994, uma fortuna crítica de César Leal, com 350 pp. e quarenta e cinco ensaios de grandes críticos e poetas brasileiros e estrangeiros, intitulada – César Leal: Poeta e Crítico de Poesia – onde se destacam estudos de Oswaldino Marques, Ronald Rassner (USA), Gilberto Freyre, Ariano Suassuna, Fernando Py, Mauro Mota, Luiz Antônio Marcuschi, Ana Lúcia Lapenda, Olivier Luneau (França), Geraldo Falcão, Fábio Lucas, Cassiano Ricardo, Mário Hélio, Weydson Barros Leal, Nelson Saldanha, José Fernandes, Nelly Novais Coelho, J. Domício Coutinho (USA) e outros. Essa fortuna crítica não inclui os longos estudos de Curt Meyer-Clason, tradutor de três livros seus para o alemão, Wilson Martins, Marco Lucchesi, Lucila Nogueira, Lourival Holanda, Sérgio de Castro Pinto, Luiz Carlos Monteiro, além da tese de doutorado de J. Domício Coutinho, defendida no Departamento de Literatura Comparada da Universidade da Cidade de Nova York.


 

   

 

Henry J. Hudson, Neaera Reading a Letter From Catallus

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Deise Assumpção

 

 

 

 

 

 

 

Jean Léon Gérôme (French, 1824-1904), Morte de César, detalhe

Prêmio Machado de Assis


Folha de São Paulo

08/04/2006


Poeta cearense vence o Prêmio

 

Machado de Assis

 

DA SUCURSAL DO RIO

 

O poeta e crítico César Leal foi anunciado ontem como o vencedor deste ano do Prêmio Machado de Assis, o principal da Academia Brasileira de Letras. Cearense radicado em Pernambuco, Leal, 82, receberá R$ 75 mil. A premiação será no dia 20/7, no Rio.

O Machado de Assis é um prêmio pelo conjunto da obra. Pesou na escolha de Leal o lançamento, em 2005, de "Dimensões Temporais na Poesia e Outros Ensaios" (Imago), dois volumes reunindo ensaios de toda a vida. Camões, Shakespeare, Jorge Luís Borges e Thomas Mann estão entre os autores analisados.

"O trabalho de César Leal (...) é das construções mais convincentes de nossa literatura contemporânea", afirma em seu parecer a comissão julgadora do prêmio, formada pelos acadêmicos Eduardo Portella, Carlos Nejar, Sérgio Paulo Rouanet, Tarcísio Padilha e Alfredo Bosi.

Leal nasceu em Saboeiro (CE), estudou em Manaus e Fortaleza, mas foi em Recife que ele iniciou sua carreira literária: lançou, em 1957, "Invenções da Noite Menor", seu primeiro livro de poesia.

Como ensaísta, publicou seu primeiro livro em 1968, mas antes já atuava como crítico do "Diário de Pernambuco" e editor do suplemento literário do jornal, funções que o tornaram um intelectual muito conhecido no Estado. Também foi professor da Universidade Federal de Pernambuco.

Entre os autores que já venceram o Machado de Assis estão Antonio Carlos Villaça (2003), Francisco de Assis Brasil (2004) e Ferreira Gullar (2005).


 

   

 

Gerardo Mello Mourão

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Nelly Novaes Coelho

 

 

04/10/2006