Mais de 3.000 poetas e críticos de lusofonia!

Micheliny Verunschk

verunschk@hotmail.com

Poussin, Venus Presenting  Arms to Aeneas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Livro de inteiro teor

(Se não abrir, contate com o Soares Feitosa)


 

Poesia & Conto:


Ensaio, crítica, resenha & comentário: 


Fortuna crítica: 


Alguma notícia da autora:

 

Micheliny Verunschk

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Allan Banks, USA, Hanna

 

Albrecht Dürer, Mãos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

William Bouguereau (French, 1825-1905), A Classical Beauty

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Micheliny Verunschk


 

 

 

Aos longes do meu sertão, Moxotó, chegou o “Réquiem em Sol da Tarde”, essa ave. Susto, você me advertiu.  Alegria, replico.  Uma alegria imensa por saber que alguém nos longes dos quase cinqüenta foi pego pela Poesia. Alegria por ver como trata bem as palavras (um gentleman).  Alegria por ser a tua uma poesia uma poesia também para o tato, a visão, o olfato: uma poesia corpo e alma!  Isso há de deixar feliz todo aquele que poetiza. Eu estou. 

Esse livro, essa ave, que pelo nome se supõe tranqüilo, na verdade é um traquinas que se diverte em transformar-se magicamente em várias outras coisas. E é pássaro, brinquedo, menino, cavalo disparado, árvore em dia de chuva, sertão... (como é sertão, o teu livro, Soares!).  Eu, matuta e meio avessa a esse admirável mundo novo que é a informática, me rendi encantada ao modo como você o transtornou de lirismo.  Bonito demais, poeta! 

Fiz grande amigos entre teus poemas: Balançando Devagarinho, Poltrona F-6, o Trem e o Cordeiro, Perdidos e Achados... sempre que possível, proseamos. Carlos Drummond, falando sobre o ofício, disse;  mais ou menos: 

Lutar com palavras 
é a luta mais vã, 
no entanto, lutamos, 
mal rompe a manhã. 
São muitas.  Eu pouco. 

 

Você não parece lutar com elas, o que para mim é um espanto.  Elas fluem, se aninham. Quisera eu essa tranqüilidade. 

Ah! ia esquecendo:teu livro tem os sons das abelhas, do chocalho da vaca Rainha e da água acordando na cacimba clara.

Escutei.

Micheliny


 

Michelangelo, 1475-1564, Teto da Capela Sistina, detalhe

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Andreas Achenbach, Germany (1815 - 1910), A Fishing Boat

 

 

 

 

Micheliny Verunschk


 

A propósito de

            "O que o tempo há de querer?"


 

From: Micheliny Verunschk
Sent: Tuesday, May 07, 2002 7:49 PM
Subject: A Menina Afegã

 


                 Onde você aprendeu a escrever assim?
 

                 Beijos

                 Micheliny



 

 

 

Maura Barros de Carvalhos, Tentativa de retrato da alma do poeta

Início desta página

Artur Eduardo Benevides

 

 

24/04/2006