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Hilton Deives Valeriano

hilton.dv@terra.com.br

Titian, Three Ages

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Poesia:


Ensaio, crítica, resenha & comentário: 


Fortuna crítica: 


Alguma notícia do autor:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ruth, by Francesco Hayez

 

Albrecht Dürer, Mãos

 

 

 

 

 

 

 

 

William Bouguereau (French, 1825-1905), A Classical Beauty

 

 

 

 

Hilton Deives Valeriano


 

Dados pessoais:

 

Nome: Hilton Deives Valeriano. Nascido em 23/02/1978 na cidade de Osasco, São Paulo. Formado em filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

Influências literárias: João Cabral de Melo Neto, Haroldo de Campos, Augusto de Campos, Carlos Drummond de Andrade.

Obs: Admira profundamente a poesia brasileira, o que implica em diversas influências e concepções poéticas diversas não se resumindo apenas aos nomes indicados. A citação de João Cabral, dos concretistas e de Drummond, se justifica pelo fato de que, para o autor, a poesia deve ser fruto de raciocínio e elaboração sistemática, ou seja, um artefato do espírito permeado por uma visão abrangente da realidade transfigurada pela visão do autor e transformada em matéria poética.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Andreas Achenbach, Germany (1815 - 1910), A Fishing Boat

 

 

 

 

 

Hilton Deives Valeriano


 

O esforço necessário


Súbito o sol desponta na cidade
ante a expectativa de realizações diversas.
Defronte a tímida claridade que se inicia
a vida incide nas solicitações do dia.
A cada gesto e anseio, a cada circunstância,
o imprevisto de realidades urbanas.
Na manhã que principia (insípida) ao
bulício impassível dos pardais, delineia-se a aflição.


Nas calçadas e acostamentos, a oferta diária do lixo
traz o indício de fatos recorrentes.


Em esquinas e cruzamentos, crianças ostentam
a certeza de sonhos adiados.
Não há promessas nem alegrias gratuitamente consentidas.


Apenas a sólida convicção do esforço necessário
para a esperança e a conquista.

 

 

 

Octavio Paz, Nobel

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Glaucia Lemos

 

 

 

 

 

 

 

 

Allan R. Banks (USA) - Hanna

Hilton Deives Valeriano

 


 

From: hilton.dv
Sent: Friday, October 10, 2008 9:24 PM
Subject: E a vida?

 

Poeta Soares Feitosa, escrevo para saber como andam as coisas. Mesmo sem ter obtido resposta do e-mail anterior. Relendo seus panfletos poéticos lembrei de sua grande atividade de divulgação de poesia.  Em um mundo utilitarista como o nosso seu amor pelas letras torna-se heróico. Estou cursando o mestrado na Unicamp, sempre divulgo seu trabalho e seu nome. É uma pena que a academia na maioria das vezes é míope para a poesia e trabalhos como o seu. Noite, dois excertos: a poesia como desvelamento. As exigências do cotidiano (o maldito funcionalismo!) como ruptura dessa dimensão. Lírica moderna sem abandonar a tradição: eis sua poesia. Lendo sobre a biblioteca Cururu, não pude deixar de pensar no Mindlin. Se você ainda estiver publicando esses panfletos não esqueça de mim, pois tenho muito carinho e sinto grande prazer em lê-los. Eles possuem lugar especial em minha modesta biblioteca. Seu amor pela poesia me causa grande admiração, poeta. Estou cursando uma disciplina sobre Baudelaire. Trata-se de um estudo sobre a leitura de Walter Benjamim a respeito desse grande poeta. Através dessa disciplina conheci os Cantos de Maldoror do poeta Lautréamont. O que você acha desse poeta francês? Também estou também  lendo Garcia Lorca. Grande poeta. Muita coisa se passou desde a última vez que conversamos, entre elas o nascimento de meu filho. Um abraço.

 

Hilton Valeriano

 

Link para Noite, dois excertos

Allan R. Banks (USA) - Hanna

 

 

 

 

     
 
Wilson Martins

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Herodias by Paul Delaroche (French, 1797 - 1856)
 

 

 

 

 

 

 

 

 

Caravaggio, Êxtase de São Francisco

 

 

 

 

 

Hilton Deives Valeriano


 

Momento


A relevância de palavras
que para muitos
pouco importam
ou nada significam
mas para aqueles
que vivenciam
o exato momento
em que afloram
tudo se justifica
pleno de sentido

 

 

 

Frederic Leighton (British, 1830-1896), Antigona

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Eliane Accyoli Azevedo

 

 

 

 

 

 

 

 

Titian, Venus with Organist and Cupid

 

 

 

 

 

Hilton Deives Valeriano


 

Acontecimentos


Tua queixa incontida, apenas uma forma de consolação
em horas amargas, exiladas pelo tempo.
Maneira indômita, de dizeres: basta!
a toda dor concernente à precária
condição de teu ser fatigado.
Em teu convívio com o extremo fruto algum será colhido.
Reclamas por tua felicidade em um mundo aliciado pelo passado.
Não aceitarás jamais a verdade demasiada dos fatos.
Nunca compreenderás o – porquê – de acontecimentos
que para sempre alternaram
os rumos (tão certos!) de tua vida.


Insulto predatório ao encalço dos homens.

 

 

 

Rembrandt, Aristotle with a bust of Homer

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Belvedere

 

 

 

 

 

 

 

 

Jean Léon Gérôme (French, 1824-1904), Consummatum est Jerusalem

 

 

 

Hilton Deives Valeriano


 

O preço


Ninguém sabe
do dia que nasce
o que será
perda ou ganho.


 

 

 

Tiziano, Mulher ao espelho

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Aila Magalhães

 

 

15/01/2007