Mais de 3.000 poetas e críticos de lusofonia!

Gerana damulakis

geranadamulakis@yahoo.com.br

Jornal do Conto
 

Poesia & conto:


 
 

 

Ensaio, crítica, resenha & comentário: 

 


 
Benedicto Ferri de Barros

Alguma notícia do(a) autor(a):

Quem sou eu:

Sou graduada em Química pela Universidade Federal da Bahia, especializada em Plásticos e Borrachas pelo Instituo Juan de la Cierva, Universidad Autónoma de Madrid. Sou leitora desde os 7 anos, também desde então comecei a fazer versos. A literatura é um prazer imenso, daí escrever sobre ela. Tenho publicados os livros: Guardador de mitos, de poesia; Sosígenes Costa - o poeta grego da Bahia, ensaio crítico; O rio e a ponte – À margem de leituras escolhidas, ensaios recolhidos que escrevi no jornal A Tarde. Organizei a Antologia panorâmica do conto baiano – século XX. Participações: O mar na prosa brasileira de ficção, com a conferência “O mar na crônica”; Encontros na Bahia -Brasil 500 anos, com o ensaio “O moderno em Sosígenes Costa”; A Sosígenes, com afeto, com o texto “Castelão de mitos”. Participei de vários números da revista do Gabinete Português de Leitura, Qvinto Império, da revista Iararana, da revista Neon (com coluna fixa de crítica literária) e da revista Cenesp, de São Paulo, também com coluna fixa de crítica. Fiz parte da comissão editorial do Selo Letras da Bahia (FUNCEB, Secretaria da Cultura e Turismo) durante 8 anos. Venho publicando no suplemento Cultural de A Tarde desde 1993 e tive coluna intitulada Leitura Crítica no Caderno 2 do mesmo jornal, de 1999 até o final de 2002 (quatro anos completos). Assinei a coluna Olho Crítico no jornal Tribuna, durante o ano de 2007. (2009)

 

Culpa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Poussin, The Exposition of Moses

 

 

 

 

Gerana Damulakis


 

O que o tempo há de querer?

 

Feitosa: todo autor de sensibilidade deixa-se seduzir por umA menina afegã, de Steve McCurry retrato para dele criar um texto. O seu foi magnífico.

Tenho vontade de fazer cópias para que Luísa, minha filha, lembra?, leve para a escola e possam ler em classe. Preciso da autorização do autor.

Parabéns pelo sentimento e pela arte dele advinda.

Você é incrível!

Beijos de Gerana

 

Link para O que o tempo há de querer

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

John Martin (British, 1789-1854), The Seventh Plague of Egypt

 

 

 

 

 

Gerana Damulakis


 

Ó Pai
 

"Por que me abandonaste?'
Cristo

 

Qualquer dia, qualquer mês
e estou só.
Só as estrias de luz mostram o ar
carregando suas massas de partículas
redondas, tantas quantas são
as pessoas da multidão.
Lá fora é onde deve haver alguém.
Por que tarda?
Estou em plena tarde
sem perder o relógio de vista.
Preciso dizer-te isto, meu Pai,
que já vivo a minha tarde
e tenho medo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Titian, Three Ages

 

 

 

 

 

Gerana Damulakis



Arranjos



Do tempo presente
em todo canto,
esgarço o que sou
e o que não;
solitária é a noite
sem estrelas,
tão na escuridão
profunda
do abismo,
que é assim
pintada:
o absoluto, o nada;
sempre pinto
o que escravizo
dentro de mim.
Agrade, ou não.

 

 

 

Rubens_Peter_Paul_Head_and_right_hand_of_a_woman

Início desta página

Fábio Rocha

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Titian, Venus with Organist and Cupid

 

 

 

 

 

Gerana Damulakis



A Sós



Talvez não haja mais
o que escrever.
Muito menos,
o que rimar.

Até a Terra sapiente
fica girando
sua ignorância.

Talvez não haja mais
por quem se apaixonar.
Muito menos,
a quem amar.

Até a coruja,
no galho a espreitar,
nada sabe da noite.

Noite ou dia,
aqui ou lá,
não importa onde,
quando: ninguém.

 

 

 

albano Martins

Início desta página

Roberto Pompeu de Toledo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jean Léon Gérôme (French, 1824-1904), Consummatum est Jerusalem

 

 

 

 

 

Gerana Damulakis


 

O Suicida

I

Tem os olhos cansados de paisagens
e os ouvidos repletos de mil sons.
Bebeu toda a taça doce e selvagem
e o vinho tinto e rubro não o atordoou.

Talvez esteja bêbado de amor
talvez tenha, na alma, o peso esmagador
das páginas lidas,
das músicas ouvidas; ou
o remorso dos risos que não riu
e o descaso de quem já viveu.

II

Sente uma angústia
imensa que amargura
a vida, essa vida,
um dia bela e hoje

sente um horror covarde;
um gesto simples e
tudo
será a paz do Nada.

 

 

 

Carlos Felipe Moisés

Início desta página

Alberto da Costa e Silva

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jean Léon Gérôme (French, 1824-1904), Bathsheba

 

 

 

 

 

Gerana Damulakis


 

Mormente a Dor


Mágoa, que dor
— lugar onde cheguei,
espaço onde pisei.

No entanto,
gastando quilômetros
de lágrimas,
noctâmbulo oito
horas,
transpondo seus muros
árabes, muralhas
chinesas, paredões
stalinistas

tal contido estava,
parecendo perdido,
acorrentado, rumo
à saída certa,
única e onipotente
da morte.

Transpondo a estrada
do pranto,
sim transpus, lavando
as águas nas águas
da fonte;

renasci aqui, em pé,
de pé no monte
das minhas palavras.

 

 

 

Ascendino Leite

Início desta página

Camilo Martins Neto

 

 

 

 

 

10/08/2005