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Novidades da semana
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Página atualizada em 1.9.2000
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Maria do Carmo Ferreira
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Poesia
  1. PEIXE FRITO: UM PRATO FEITO
  2. ANINGAPARA
  3. ANTICORPO
  4. COGNOMINATO
  5. ÁS MARGENS PLÁCIDAS
  6. AS PARCAS
  7. AS LESBIANINHAS
  8. CORAM  POPULO
  9. SEQÜÊNCIACONSEQÜÊNCIA
  10. AUTO-RETRATO
  11. CONTRATUAL
  12. DECLARAÇÃO DE AMOR RETIDO NA FONTE
  13. COMEÇO DE VIDA
Uma notíciada autora, por ela mesma:
"Nasci em Cataguases, a Princesinha da Zona da Mata de Minas Gerais, etimologicamente: terra de gente boa, além de berço das artes, de movimentos de vanguarda e habitat de grandes artistas, o que muito me envaidece.

Infelizmente, aos 14 anos tive de me mudar com o restante da família para Belo Horizonte, onde completei meus estudos secundários e superiores (bacharel e licienciada em Letras, pela FFUFMG) , lecionei muito, em todos os níveis de ensino, amei, noivei, adoeci para morrer mas fui salva pelo gongo.

Comecei a escrever poesia ainda menina, só comecei a publicar meus poemas na década de 60 (sou de 38), em revistas de literatura e suplementos literários, sobretudo o SLMG onde permaneci como colaboradora quase desde a sua fundação. Recentemente, deram-me vez e voz nesse órgão da Imprensa Oficial de MG, com entrevista, foto, depoimentos sobre o meu trabalho e dezenas de poemas inéditos e de traduções-recriações (SLMG, nº57, março de 2000).

Quase que concomitantemente, no Mural Poético “Mulheres Emergentes”, da poeta fundadora Tânia Diniz, fui classificada duas vezes em primeiro lugar no 3º Concurso Internacional de Poesia, com 2 conjuntos de 3 poemas cada, sob diferentes pseudônimos, motivo pelo qual o próximo tablóide será um especial de poemas meus inéditos, já em vias de sair do prelo.  

Outras publicações que prestigiaram meus versos: a revista Invenção, dos Concretos paulistas, nº 5, 1966, com o meu poema Meretrilho, e a revista de arte Ímã, nº 5, da editora capixaba Sandra Medeiros, RJ, com dois poemas longos de minha autoria: As Parcas e O Pregador.

Tenho traduzido sistematicamente Emily Dickinson (uns 50 poemas), Neruda, Lorca, Prévert, Eluard e mais esparsamente Mallarmé, Verlaine, Corbière, Laforgue, Yeats, e algumas poetas norte-americanas de minha preferência.
Estou com um livro de 125 poemas para sair já: CAVE CARMEN, um de traduções e 4 livrinhos infantis também inéditos: A flor que sofria de pensamento; O sacristão e a miss; Jogos florais & animais, e O Delfim que não sabia morrer.

Nas minhas mudanças, residi e trabalhei 4 anos em São Paulo e 4 anos “abroad”, entre Europa e Estados Unidos, onde lecionei no Colégio dos Graduados e fiz o mestrado em Literatura Comparada na mesma Universidade de Illinois.

Atualmente, aposentada da Rádio Ministério da Educação e Cultura, depois de 30 anos de serviços prestados como criadora, pesquisadora, tradutora, redatora e coordenadora de programas literários e lítero-musicais, Técnica em Assuntos Culturais, voltei-me para a literatura com mais amor e muito mais confiança. (ago/2000)                                               
 

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Maria do Carmo Ferreira
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PEIXE FRITO: UM PRATO FEITO
          (DO IDIOTISMO AO IDIOLEITO)
 
 

-Aracaroba praquaquerum

-Araka’tu quaquerora
cabiçudo xaréu branco
quando evém vem na desova

-Pra mim tu num prega história
pirada bruaca piranha
nem praísca tu num presta

-Carimbamba:  :-Num provoca

-Minhoca de areia quente
roncador budum de bode

-Guaracema Guaracema
te passo a vara na cara
te faço vará essa vera

-Ara vem guiará essa intanha
marmotinha... Aracimbora!

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01/09/2000

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Maria do Carmo Ferreira
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ANINGAPARA

Rosa, estás doente.
Declinas, rosa, -ae.
Primata-te a lição.

Pela pátria incapaz
onde décios não há:
rapapés, lava-mãos.

Louca-de-Deus, poeta,
pequena ao po’legar:
ferrum natare doces?

Da câmara ao senado,
de caifás a pilatos,
tanto fez, ergo jaz.

Flos in pictura, dura
rosácea ornametálica,
boca cava em violão:

estala quase explode
no beabá dos beócios
teu brasil sem brasão.

Contigo-ninguém-pode,
rosa sem carpe diem:
contigo-ninguém-pode,

(rosilhas sub rosa),
contigo-ninguém-pode
(aningaparadisíaca):

rosa-dentes-de-cadmo,
rosa-de-tira-dentes
(o verme no coração).

Ulmariamente, ó rosa,
estás doente. Expira
teu cisne-canto-chão,

gargantuá franqueado
entre barbas-de-bode:
rosa do (mundo) cão!

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ANTICORPO
 

Camisola de cambraia
de cor de rosa de cheiro
que de alvíssaras roçaste
sangüíneas  rosas bissextas.

Camisola de cambraia
amorfanhada altaneira
puindo o porão das arcas
alfavaca-entre-alfazemas.

Camisola de cambraia
esmaecida calêndula
como um casulo sem corpo
posposto a calendas gregas.

Camisola de cambraia
dos himeneus que desmembras
em hímens de fátuo fogo
vesperada e complacente:

ai de quem cai em tua alfaia
açulando a sós fogueira
longa louca leve gaia
camisola de cambraia!
 

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Maria do Carmo Ferreira
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COGNOMINATO
 

Carmenta, mãe-mulher. Têmis, Nicóstrata.
Da Arcádia. Profetisa. Seus oráculos
(carmen, -inis) em versos, ao que consta.
Tinha um altar em Roma à Porta Carmental
no oitavo quarteirão da cidade papal.
É deusa tutelar de infantes. Presidia
aos nascimentos. Rendiam-lhe as gestantes
culto particular: antes, durante.
Plutarco a fez mulher, não mãe, de Evandro.
Este verbete em mim não diz não sabe a que é:
se a Carmen de Bizet - cigana e flor do mal
ou se a carmim magento, carminativo ou não,
carmeando carmo e carma, car/melina, -mezim,
carmona car’manhola, não mais Carmel, o monte,
donde desci descalça, carmelita e carmense,
da Mata à Paraíba, fundeando outra Carmópolis
aquém e além do mapa, a perder pé de mins.
Evoluções? Revoltas? Desenredos? Presídios?
Tudo cabendo em não e em sim senão comigo
da lenda ao cantochão - entradas e bandeiras - 
mulher: fatal ou não, ainda mulher, rendeira,
predestinada a sós, grande diminutiva,
pergaminho-fetal daqui a dois mil e um
quando, aos 63, se ainda viva (sozinha)
perguntarem de mim, direi/dirão: Carminha.

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ÁS MARGENS PLÁCIDAS

O mar desborda em minhas costas
e eu sentada.

O sol saltando das órbitas
e eu de costas.

Condomínios desagregam-se
e eu secreta.

Mulheres desovam povos
e eu apátrida.

Lá longe a lua acabala
mel & merda.

Serão na Casa da Moeda
e eu lunática.

A enchente maior do século
e eu sem pressa

telefono impulsos-extra
& ordinários.

O país em chaga aberta
e eu coberta.

Mais perto ratos por labs
deca/p/tados.

Ao som & imagem de guerras
sob controle 

remotamente tremores
terr/e/motos.

Trilhões de dívidas-déficit
e eu sonego

gastrites porque hoje é sábado
entre sábanas.

Metalúrgicos meninos
desemperram

parafusos de uso infusos
honorários.

Violência gera violência:
o orbe em greve.

A urbe em promiscuidade:
a par th aids.

Livre îvre o livro-árbitro
escorrega
 
 

do colo ao chão por sinais
testamentários.

O despertador dispara
e eu desperto.

A televisão matraca
e eu desligada.

Na cozinha a iogurteira
de olho aceso

apita que o leite fresco
agora é coalho.

Do banheiro peças mudas
pregam à cesta

que roupa suja se lava
na automática.

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01/09/2000
 

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Maria do Carmo Ferreira
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AS PARCAS

Ela me odeia. –Quem?
A garra da mão morta.
O fantasma sem rosto.
O fetiche-fantoche.
A que me sevicia.
A gira que anda à roda.
A que me doba e lança
uma navalha solta.
A que jamais se abranda.
A ventríloqua. A louca.
A de azul-claro. A rosa.
A funérea de roupas.
A negra. A mais velhaca.
A górgona. A medusa.
A furibunda. A apócrifa.
A só indigência e astúcia,
filha de Pênia e Poros.
Midas de merda. A múmia.
A vera efígie beócia.
A imutável figura
junto à Mansão das Horas.
Via-me ver-me: a cínica.
A doida. A douta. A doxa.
A Adèle H. das clínicas.
As Noras e Anas óbvias.
A invídia que me inveja.
O colofão da dúvida.
Lêmure-lâmia. A lésbica.
A sinistra. A destruda.
O gancho. A mão da angústia.
A bisca. A bruaca. A tralha.
A egesta. A harpia. A fúria.
O súcubo. A mãe-drácula.
A cimentada em mim.
A caipira. A caipora.
O furo. A cicatriz.
La cuna da memória.
A antípoda. A dismútua:
não ata nem desata.
A come-e-dorme. A muda.
A que me abana o rabo.
A que me rosna e ronca.
A que me morde e sopra.
A histérica. A histriônica.
A que não tem luz própria.
A que avança: a gradiva.
A que recua: a tântala.
A entíquica. A distíquica.
O golem: a que desmonta.
A outra: a conta-gotas.
A que afinal assoma
no fim do último ato.
A tríplice má dona.
A que empunha a tesoura.
A que intervém: mão única.
A que intercepta e corta
(Cloto. Láquesis. Átropos.)
o fio... da fortuna.

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01/09/2000
 

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Maria do Carmo Ferreira
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AS LESBIANINHAS
 

Mancomunadas
conluiadinhas
mãozinhas dadas
maquiavelinhas
colaçam tretas
do arco-da-velha
roçando os arcos
das íris delas.

Lá vão as duas
uniduninhas
no bole-bole
de suas barquinhas
passeando embaixo
do arco-celeste
jurando laços
bem-casadinhos.

Priscas pupilas
saficazinhas
mesmando-se ilhas
de amor-perfeito
dentro de espelhos
em que se miram
no acende-aplaca
de suas pocinhas.

Cheios de dedos
seus segredinhos
se encarrapicham
quando se tocam
(liras? safiras? 
pirilampejos?):
pêlos nos pêlos
olhos nos olhos.
 

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01/09/2000
 

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Maria do Carmo Ferreira
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CORAM  POPULO

isso é roçago sim é seda címbalo
res postera e saltério donde vêm
teus avatares de ava eva maligna
dalila ou salomé sabe-se lá quem
que círculos-ravéis cúmulo-cirro
samira sheraazade mil e uma em
fitas-kassete sulamita em  signos
consoante vocalise ícone v( entre
tripudians naja tripudiando diva
nheengatu de praxe nhenhenhém
olas  olás  olés  bis  bravos  bíceps
nesse pulsarquasar quase que vem
com passos de pavlova  radioativa
cântaro ao cântico hosanas  améns
até estancar  a  sede  dos  convivas
e outra cabeça rolar por  ninguém

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01/09/2000
 

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Maria do Carmo Ferreira
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SEQÜÊNCIACONSEQÜÊNCIA

Dies irae, dies illa,
nada será como d´antes:
doravantesma só cinzas.

Revolve-se a poeira humana.
Por ínvios caminhos, roma.
Na cama, o lot das filhas.

A natureza se espanta
com o fogo que prometeu:
libertas quae sera tamen.

Bárbaro belo horizonte,
haja sermão nas montanhas
quando ismália enlouqueceu.

Marcados com pedras brancas
vão-se os anéis aos diamantes
in albis...lento festina.

Olhai o lírio dos campos:
cui bono? Arcades ambo.
Teste dirceu cum marília.

Lacrimosa dies illa,
chora bárbara heliodora
do norte estrela sem guia.

Transidos de eterno sono
quem rogaturus patronum?
Tudo será cinza fria.

Vivos voco, mortuos plango.
Dormindo profundamente
ab aeterno, aeternum vale,

onde eram neves d´antanho
diadorins... dinamenes...
sub rosa (cum grano salis).

Vão-se os anéis, fincam os dedos
finos como lã de cágado
limpando as mãos à parede:

um no papo, outro no saco,
por baixo, por trás dos panos
tutti son fatti marchesi.

Litterae bellorophantis
entre amazonas, quimeras,
cumpro o destino a que vou:

res, non verba, hominem quaeso:
no me saques sin razón,
no me embaines sin honor.

A césar o que é de césar:
rei da lídia ou rei da lécia,
questão de lana-caprina.
 

Até aí morreu o neves:
que a terra lhe seja leve,
com o pão-de-açúcar por cima.

Vão-se os anéis de saturno
et campos ubi troya fuit:
cinzas do princípio ao fim.

Revertere ad locum tuum.
Não compro mais ave alguma.
Perdi o tempo e o latim.

Com suas rosas de malherbe,
com seus beijos-lamourette
e os seus anéis nibelungos,

sicut umbra dies nostri:
ubi flores de retórica,
ibi cravos-de-defunto.

Dia de todos os santos,
de quebradeira e quebranto,
dia miserere nobis:

num pass-a-nel delirante
entre um anão e um gigante
cavalo e valquíria explodem.

Um livro há de ser escrito
e o homem passado a limpo
bem no nariz do patrão:

quando o tumor vem a furo
de que servos dedos duros
os que se forem, assoarão?

Metendo a mão na cumbuca,
geme e estertora a criatura
numa sinuca de bico.

Em represália ante o trono,
ao som de tripas e trompas
todos pedindo penico.

Apocalíptico dia!
Dia do tombo, hecatombe,
ingemisco tanquam reus.

O que é do homem o bicho come:
vamos que zebra, ou que bode,
quem sabe o bicho que deu’s?

Ante diem, sê benigno,
juiz do justo castigo
cui salvandos salvas gratis.

Ovelha negra inter oves,
correm comigo: eu, contíguo,
                        cost to cost & the day after. 

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01/09/2000
 

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AUTO-RETRATO
 

Nasci no rame-rame das abóboras.
Meu plano é horizontal. Vivo de cócoras.

Se me ergo, me espatifo. A gravidade
colou meu ser ao chão: cresço à vontade.

A crosta é dura. No corpo volumoso
a polpa é só fartura e paga o esforço

de rastejar como uma tartaruga
e refletir ao sol minha armadura.

Uma fome objetiva me devora
como a dos porcos que não comem pérolas

ou a dos pobres que não comem porcos.
Com ou sem sal, metáfora ou pletora

viro alimento no momento justo.
Ao fogo brando e lento mais me aguço.

Não sinto a tentação das ramas altas:
maracujá, chuchu, nada me exalta.

Nem mesmo a solidão das uvas verdes
quando o desdém dos homens as prescreve.

No ventre universal ocupo um espaço.
A vida faz-se em mim. Vegeto, e passo.
 

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Maria do Carmo Ferreira
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CONTRATUAL
 

os ciúmes que
palavrearam
AMOR

os cumes que
palavram
aMo

os umes que
param o
m

a contração
sexu
AO
 

       ...


 

01/09/2000
 

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Maria do Carmo Ferreira
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DECLARAÇÃO DE AMOR RETIDO NA FONTE
 

Primeiro o amor me conheceu num hall
entre esbarrões, cartões e despedidas.
Depois o amor condescendeu a um carro
entre sinais, faróis e velocímetros.
Enfim o amor se deu a ver num quarto
pelo aparato: espelhos e cortinas.
Foi um desb(unde)unde à prima vista
entre a suíte presidencial surpreendida
e a morna novidade da piscina.
Aí, saciadas todas sensações
 de cabo a rabo, o amor amadorístico
enfiou por fim a viola no saco
e deu um nó na boca da bravata.
Na volta, sem terceiras intenções,
sacou de uma FM – o maior barato –
entre um balão no fundo da avenida
e um beco sem saída: cul-de-sac.
Foi tudo tão perfeito que eu nem pude
me dar ao luxo de divagações
e desejar ao amor boa saúde
paz e prosperidade na família
em virtude da hora matinal
& da razão social da companhia.
 

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01/09/2000
 

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Maria do Carmo Ferreira
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  COMEÇO DE VIDA

Vamos mudar de vida, moça,
num abrir e fechar de tempo.
Vamos morar em Natal.
Em Natal a vida é outra.
Em Natal a gente cresce 
e aparece em qualquer tempo.
Em Natal sempre é natal
dentro da gente.

Uai, como você sabe?

Natal é o que a gente sente.
Natal é o que a gente nasce.
Natal é o que a gente ousa.
E quer saber de uma coisa?
Em Natal é diferente.
A gente vai ver depois.

-Em  Natal é só nós dois?

Ué, pois então não é?
Tem mais. Em Natal a gente
vai criar família, moça.
Natal, com criança até.
Em Natal você põe pé
no chão, no torrão natal.

-E depois?

Depois vai-se ver depois.
No princípio é só Natal,
que o principal é nós dois,
arroz e amor integral.

                ... 
 
 

01/09/2000
 

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